Três policiais militares femininas entraram no apartamento onde a soldado Gisele Alves Santana foi baleada para realizar a limpeza do imóvel horas após a ocorrência, conforme o depoimento da inspetora de condomínio Fabiana, de 48 anos, à Polícia Civil.
Segundo a testemunha, as três PMs — duas soldados e uma cabo — acessaram o imóvel às 17h48 do mesmo dia do disparo, no bairro do Brás, região central de São Paulo. Ela afirmou ter acompanhado a entrada do grupo. De acordo com o relato, o local ainda apresentava as mesmas condições do atendimento inicial, com sangue espalhado na sala após as manobras de reanimação feitas pelos socorristas.
Gisele foi baleada na cabeça em 18 de fevereiro. O chamado à polícia foi registrado às 7h57. Ela foi socorrida e levada ao Hospital das Clínicas, onde morreu às 12h04 em decorrência de traumatismo cranioencefálico. A arma utilizada, uma pistola Glock calibre .40, pertence ao acervo da Polícia Militar e está registrada em nome do oficial.
O caso, inicialmente tratado como possível suicídio, passou a ser investigado como morte suspeita pela Polícia Civil. A Corregedoria da PM também instaurou procedimento para apurar eventuais responsabilidades administrativas.
Em nota, a Polícia Militar informou que acompanha as investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Corregedoria e que adotará as medidas cabíveis caso sejam constatadas irregularidades.
Com informações do Metrópoles.
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