A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra falou pela primeira vez após ser presa durante uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo contra esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
Ao chegar ao Palácio da Polícia Civil, em São Paulo, nessa quinta-feira (21), Deolane respondeu à equipe do SBT e afirmou: “Presa por trabalhar, por advogar”.
A investigação também mira familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder da facção criminosa.
De acordo com a Polícia Civil, a apuração começou em 2019 após a apreensão de bilhetes e manuscritos dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. As investigações avançaram até uma transportadora apontada como braço financeiro da facção.
A análise de celulares apreendidos revelou conversas com integrantes do grupo criminoso e movimentações financeiras envolvendo Deolane, segundo a investigação.
A polícia afirma que a influenciadora passou a ser investigada após a identificação de movimentações milionárias, incompatibilidades patrimoniais e relações empresariais com pessoas ligadas ao esquema.
Esta é a terceira prisão de Deolane Bezerra. Em 2024, ela foi detida durante a Operação Integration, que investigava lavagem de dinheiro e ocultação de bens ligados a jogos ilegais. Neste ano, também passou a ser investigada em outro inquérito sobre lavagem de dinheiro envolvendo funkeiros.
Deolane foi transferida nesta sexta-feira (22) Penitenciária Feminina de Santana, na Zona Norte de SP, para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista. Com capacidade para 714 detentas, atualmente a unidade está superlotada e abriga 873 presas.
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