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Pai diz que escola não socorreu filho com dedos presos em porta

Após acionar a PM, o pai encaminhou o filho à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Garça, onde exames constataram fratura em um dos dedos

Pai diz que escola não socorreu filho com dedos presos em porta
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Garça - A Polícia Civil apura denúncia de suposta omissão de socorro a um estudante de 13 anos por parte de uma escola estadual de Garça. O adolescente teve cinco dedos prensados em uma porta - resultando em fratura - durante uma brincadeira com colegas. O pai dele registrou boletim de ocorrência (BO) relatando que o filho não foi encaminhado para atendimento médico logo após o acidente.

Segundo o registro policial, o fato ocorreu na manhã do último dia 6 de maio, na Escola Estadual Hatsue Toyota. O pai do estudante narra no documento que acionou a Polícia Militar (PM) após receber mensagem da escola por WhatsApp informando que o filho teve a mão prensada na porta por outros alunos, e pedindo para que ele fosse buscá-lo.

O homem cita no registro policial que, ao chegar na escola, encontrou o adolescente com sangramento nos dedos da mão esquerda e questionou a unidade sobre a ausência de socorro, recebendo como resposta a declaração de que a prioridade foi acioná-lo. Após chamar a PM, o pai encaminhou o filho à Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

No local, após exames, a equipe médica constatou que um dos dedos do jovem havia sido fraturado. Ouvida pela PM, uma funcionária da escola explicou que colocou gelo na mão do estudante para aliviar a dor e, na sequência, fez contato com o pai dele para que fosse buscá-lo. O caso foi registrado como lesão corporal e segue sob investigação. O pai do adolescente também deve ingressar com ação judicial contra o Estado.

Requerimento

Na última semana, o vereador Adhemar Kemp Marcondes de Moura Filho apresentou requerimento na Câmara de Garça onde solicita informações à Secretaria Estadual da Educação e à Unidade Regional de Ensino (URE) de Marília sobre as providências administrativas e disciplinares adotadas em relação à denúncia de suposta omissão de socorro ao estudante.

"Segundo o relato do responsável, a instituição teria sido negligente ao não acionar o serviço de emergência ou encaminhar o menor à unidade de saúde localizada em frente à escola, mantendo o estudante sem atendimento médico por cerca de uma hora até a chegada da família", diz o documento. "A presente solicitação justifica-se pela gravidade dos fatos narrados, que apontam para uma possível falha no protocolo de atendimento a emergências escolares e no dever de guarda e proteção dos alunos".

Resposta

Em nota, a Unidade Regional de Ensino (URE) de Marília informou que a equipe gestora da unidade escolar prestou acolhimento imediato ao estudante e acionou os responsáveis logo após o ocorrido.

"A ocorrência foi registrada no aplicativo Conviva-SP para acompanhamento. Os estudantes envolvidos foram identificados, e os responsáveis foram convocados para ciência das medidas disciplinares cabíveis", diz.

"A URE de Marília e a equipe do Conviva realizam acompanhamento contínuo da situação, além de reforçar orientações sobre os procedimentos adequados em ocorrências dessa natureza, incluindo o acionamento de serviços de emergência, quando necessário".

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet (Por Lilian Grasiela | da Redação)
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