O senador Rodrigo Pacheco deixará o PSD e se filiará ao PSB nesta quarta-feira (1). A mudança de partido ocorre diante da expectativa de o ex-presidente do Senado concorrer ao Governo de Minas Gerais na eleição deste ano, numa aliança com o presidente Lula (PT).
O anúncio será oficializado em evento ao lado do presidente nacional da sua nova sigla, o prefeito do Recife, João Campos. Dirigentes do PSB ouvidas pela reportagem esperam que Pacheco já anuncie que concorrerá ao governo no evento desta quarta-feira.
A aliados, porém, Pacheco afirmou que o PSB ainda precisa procurar o PDT, PT, PSDB e MDB pra discutir a candidatura. O senador tem dito que outros nomes dessas legendas precisam ser considerados. O apoio do deputado federal Aécio Neves (PSDB), por exemplo, é almejado pelo grupo.
Mateus é filiado ao PSD e foi vice do ex-governador Romeu Zema (Novo), que deixou o cargo para concorrer à Presidência da República. O atual governador quer concorrer como nome de direita e pode receber o apoio de Flávio Bolsonaro (PL), a depender da conjuntura.
A chegada de Pacheco ao PSB ilustra a repetição, a nível estadual, da aliança nacional do partido com o PT. Lula confirmou, nesta terça-feira (31), que Geraldo Alckmin deixará o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para concorrer novamente como vice na sua chapa.
Em Minas Gerais, espera-se que Pacheco concorra ao governo pelo PSB tendo como senadora na sua chapa a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT). Há oito anos, Pacheco derrotou Dilma Rousseff (PT) e se tornou senador justamente na onda do antipetismo.
Como presidente do Senado, Pacheco se tornou alvo do ex-presidente Jair Bolsonaro por questões relacionadas à pandemia, por resistir ao impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e devolver uma MP (Medida Provisória) sobre fake news. O senador comandou a Casa de 2021 a 2025.
Nesta quarta, o senador participou de um jantar com integrantes do PSB -encontro que foi visto pelo grupo como a selagem de um acordo. O presidente nacional, João Campos, o presidente mineiro da sigla, Otacílio Costa, e o vice-presidente Geraldo Alckmin, reforçaram o convite na ocasião.
Pacheco era o favorito do Senado para a corte, e por isso a Casa não engoliu bem a indicação do advogado-geral da União para a vaga do ministro aposentado Luís Roberto Barroso. A indicação, anunciada há quatro meses, só foi oficializada nesta terça-feira, após o humor dos senadores melhorar.
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