Marilza Francisco, mãe da juíza Mariana Francisco Ferreira, afirmou à Polícia Civil que o médico responsável pela coleta de óvulos da magistrada já estava com o atestado de óbito pronto no momento em que comunicou a morte da paciente no Hospital e Maternidade Mogi Mater, em Mogi das Cruzes (SP).
Segundo o depoimento da mãe, o médico Maurício Costa Nunes Ligabô Júnior também se ofereceu para auxiliar nos trâmites funerários logo após informar o óbito. Ela afirmou ainda que percebeu pressa para a retirada do corpo da unidade hospitalar.
No depoimento, Marilza disse que, na noite anterior à morte, o médico informou que aguardava outro profissional para uma cirurgia e que o procedimento levaria cerca de duas horas. Ela relatou que, ao retornar ao hospital, foi informada de que parte dos ovários havia sido retirada.
A mãe afirmou que, no dia seguinte, foi comunicada sobre a morte da filha após paradas cardiorrespiratórias durante a madrugada.
Marilza declarou ainda que, ao ser recebida pelo médico após a confirmação do óbito, ele teria dito que já havia “cuidado do atestado de óbito” e sugerido auxílio com contatos de serviços funerários.
Em nota, a defesa do médico afirmou que não houve atestado pronto previamente e que o documento foi elaborado por uma junta médica. O hospital informou que colabora com as investigações e que presta esclarecimentos às autoridades.
Com informações do g1.
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