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Fernando Haddad diz que Tarcísio de Freitas peca ao criticar STF

Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo

Fernando Haddad diz que Tarcísio de Freitas peca ao criticar STF
Paulo Pinto/Agência Brasil
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Pré-candidato ao Governo de São Paulo, o ex-ministro Fernando Haddad (PT) afirmou nesta quarta-feira (17) que o governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), peca ao criticar a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

"Uma pessoa que foi para os Estados Unidos conspirar contra a soberania nacional, colocou ministros do Supremo numa situação de total constrangimento, prejudicou a economia paulista mais do que qualquer outra", disse o petista em conversa com jornalistas após evento na PUC-SP, na capital paulista.

Tarcísio, que se lançou à disputa da reeleição no pleito deste ano, reagiu à condenação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo crime de coação no curso do processo, dizendo que a decisão foi "injusta".

"Ele [Tarcísio] não entender que a postura de Eduardo prejudicou o Estado que ele governa, eu acho um equívoco muito grande. O Eduardo precisa responder pela irresponsabilidade dele", continuou. "Está tipificado como crime. Como é que você vai desconsiderar a legislação brasileira e não aplicar a penalidade prevista na lei? Na minha opinião, o governador de São Paulo dá um mau exemplo criticando a Justiça nesse caso", declarou Haddad.

Questionado sobre a indefinição acerca da vice para a chapa de outubro, Haddad relatou um encontro, no dia anterior, com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e disse esperar que em breve o impasse se resolva.

Haddad participou na noite de quarta de debate sobre desenvolvimento econômico e democracia ao lado de professores e pesquisadores da área econômica. Com diagnóstico de câncer, José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil no governo Lula 1 e hoje pré-candidato a deputado federal, também participou, mas por videoconferência.

Em sua exposição, o ex-ministro da Fazenda defendeu uma tese histórica sobre o problema do desenvolvimento econômico do Brasil. Para Haddad, em troca da abolição da escravatura, em 1888, o Estado brasileiro foi entregue aos fazendeiros, com a Proclamação da República, em 1889.

Assim, diz ele, o país criou uma classe dominante, mas não uma classe dirigente que tomaria distância do particularismo dos próprios interesses e pensaria em um projeto nacional.

"Todos os episódios republicanos de tentativa de golpe que nós vivemos ao longo do século 20 até agora têm a ver com o fato de que esse pacto oligárquico, de 1889, é ameaçado pela democracia. Quando a democracia põe em xeque esse pacto e diz: 'Não, nós vamos ter um projeto nacional', você tem uma instabilidade institucional."

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet (Por Arthur Guimarães de Oliveira | da Folhapress)
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