O corpo da corretora de imóveis Daiane Alves dos Santos, 43, foi encontrado em área de mata em cidade vizinha a Caldas Novas, no sul do estado de Goiás, 40 dias depois do seu desaparecimento, em 17 de dezembro.
O síndico do prédio onde ela morava e administrava outros apartamentos da família foi preso sob suspeita de matar a corretora. Segundo a polícia, Cléber Rosa de Oliveira, 49, é a única pessoa a ter motivação e os meios para o assassinato da vítima. Ele e seu filho, Maykon Douglas de Oliveira, estão presos temporariamente.
Os investigadores dizem acreditar que a morte da corretora aconteceu em um período de oito minutos, dentro do prédio. Esse é o intervalo em que a vítima desce ao subsolo até o momento em que outra pessoa usa o elevador para ir ao mesmo andar.
Leia, a seguir, o que se sabe do caso até agora.
Quem foi preso?
O síndico Cléber Rosa de Oliveira, 49, foi preso sob suspeita de matar a corretora de imóveis Daiane Alves dos Santos, 43. Segundo a Polícia Civil, ele teria confessado o crime em depoimento e levado os agentes ao local onde ocultou o cadáver. Seu filho, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso sob suspeita de ter atrapalhado as investigações. Ambos cumprem prisão temporária de 30 dias.
Qual seria o motivo?
Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, e seu corpo foi encontrado cerca de 40 dias depois em uma região de mata da cidade. O principal motivo para o crime teriam sido desavenças entre a vítima e o síndico, que começaram quando a corretora se mudou para o edifício e passou a administrar os seis apartamentos que pertencem à família e que antes eram geridos pelo suspeito.
Qual é a suspeita contra o filho do síndico?
A polícia apura se o filho também teve participação na tentativa de ocultação do cadáver. A suspeita é que o veículo de Maykon foi utilizado para levar o corpo da vítima. Imagens de câmeras de segurança mostram que o carro aparece em direção ao local do crime com a capota fechada e retorna, 48 minutos depois, com ela aberta.
"Ficamos monitorando e percebemos que o filho comprou um telefone novo no dia 17 e que foi habilitado pelo pai", afirmou o delegado André Luiz Barbosa.
O que dizem as defesas dos suspeitos?
Procurada, a defesa do síndico afirmou que "a audiência de custódia ocorreu normalmente, bem como a oitiva perante a autoridade policial, sendo que Cleber respondeu a todas as indagações formuladas e segue contribuindo com as investigações".
A reportagem não conseguiu localizar o advogado de Maykon.
O porteiro do prédio é investigado?
De acordo com a polícia, não há indícios de envolvimento dele no assassinato ou na ocultação do corpo. O porteiro do edifício foi ouvido pela polícia, já que o desaparecimento teria acontecido no momento da troca de turno, e liberado após prestar depoimento.
O que as câmeras de segurança registraram no dia do desaparecimento?
A última imagem de Daiane dentro do elevador foi registrada às 19h do dia 17 de dezembro, quando ela se dirigiu ao subsolo para verificar a interrupção de energia em seu apartamento. Às 19h08, outra moradora também usou o elevador para ir ao mesmo andar, mas relatou não ter visto nada de incomum. A polícia acredita que o suspeito matou a vítima nesse intervalo de tempo.
Por que Daiane desceu ao subsolo do prédio?
A vítima teria se dirigido ao subsolo para acessar o quadro de energia do edifício, após perceber que apenas o apartamento dela estava sem luz. O procedimento de cortar a energia de determinados apartamentos era uma conduta frequente do síndico. Ela desceu o elevador com o celular na mão e filmando a situação, o que pode ter gerado um atrito entre os dois.
Como Daiane foi morta?
A causa da morte ainda é investigada. O advogado da família da vítima, Plínio César Cunha Mendonça, afirmou que apenas os restos mortais da corretora foram encontrados.
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