“Ela não caiu. Foi assassinada, arremessada. Eu estava a cerca de 15 ou 20 metros de distância e vi o momento em que a lançaram. Não a vi atingir o chão, mas ouvi o impacto. Foi um barulho seco, oco, extremamente doloroso. Aquilo ficou marcado em mim”. O relato é de Rafael Goulart, testemunha da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.
Ao SBT News, Rafael afirmou que funcionários da empresa responsável pela atividade demonstraram “apatia” após o acidente e teriam tentado ocultar provas; e que integrantes da equipe recolheram equipamentos usados no salto e os levaram para veículos estacionados no local. A testemunha também relatou que colaboradores voltaram sem as roupas que os identificavam como membros da organização.
Rafael também declarou que, após a queda, funcionários teriam manipulado o corpo da vítima para retirar uma câmera GoPro presa a ela; e que registrou parte da movimentação com o celular quando percebeu pessoas recolhendo materiais e tentando deixar o local.
Outra questão apontada pela testemunha foi o possível atraso na programação dos saltos. Segundo ele, o número de participantes aguardando a atividade indicava acúmulo de pessoas no evento. Para Rafael, a busca por atender um grande volume de clientes pode ter contribuído para falhas na operação.
“Mataram a menina por total imprudência. E não foi por falta de equipamento de segurança. O equipamento de segurança é o capacete; a corda é o elemento essencial para que o salto aconteça. Sem ela, simplesmente não existe salto. É como pular de paraquedas sem o paraquedas”, declarou.
A testemunha afirmou que decidiu tornar público seu relato para colaborar com as investigações.
O caso é investigado pelas autoridades.
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