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Homem é preso após briga de ciganos com morte de idosa em Taubaté

Ocorrência mobilizou a Polícia Militar em Taubaté

Homem é preso após briga de ciganos com morte de idosa em Taubaté
Jesse Nascimento/Vale 360 News
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Um homem foi preso por envolvimento na briga entre ciganos que causou a morte de uma idosa em Taubaté. O homicídio de Dolira Galvão Ferreira, 73 anos, teve o flagrante confirmado pela Polícia Civil, na noite de quinta-feira (4).

Dolira foi baleada na cabeça, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Outras pessoas também foram atingidas ou qualificadas na ocorrência, que foi apresentada no plantão policial da Avenida JK.

O caso aconteceu durante o feriado de Corpus Christi e começou após a Polícia Militar receber informação, via Copom, sobre disparos de arma de fogo no bairro Santa Tereza, em Taubaté. Quando as equipes chegaram ao local, as vítimas já haviam sido socorridas por terceiros à UPA Cecap.

Segundo o boletim de ocorrência, a morte de Dolira foi informada ainda durante o atendimento policial. A Polícia Civil registrou o caso como homicídio consumado e tentativa de homicídio.

A ocorrência envolve versões conflitantes sobre a autoria dos disparos. A motivação citada por um dos envolvidos seria um desentendimento anterior ligado à venda de veículos, mas essa informação ainda será investigada pela Polícia Civil.

Sobrinho da vítima é preso

O homicídio resultou na prisão de um homem, de 33 anos, sobrinho da vítima fatal. De acordo com o registro policial, a autoridade deu voz de prisão a ele pelos crimes de homicídio consumado, tendo Dolira como vítima fatal, e homicídio tentado, tendo um homem, de 56 anos, como vítima.

O homem ferido é filho de Dolira. Ele relatou à Polícia Civil que estava em sua residência quando o indiciado teria chegado a pé, acompanhado de outras pessoas, e passado a efetuar disparos em direção a ele e à mãe. Dolira foi atingida e caiu ao chão.

No mesmo relato, a vítima afirmou não reconhecer outros três investigados como as pessoas que teriam atirado contra ele e Dolira. Por isso, eles foram qualificados como investigados, mas não presos naquele momento.

Idosa morreu após ser atingida na cabeça

Dolira foi atingida por disparo de arma de fogo na cabeça. Ela foi socorrida por terceiros, mas morreu em razão da gravidade dos ferimentos.

Uma testemunha informou à polícia que ouviu os disparos ao chegar ao bairro e que populares apontaram o indiciado como autor dos tiros. A mesma testemunha afirmou ter socorrido Dolira, que depois teve o óbito confirmado.

O corpo vai passar por exame necroscópico, e a investigação vai reunir laudos, depoimentos e exames periciais para esclarecer a dinâmica da morte.

Tiros deixaram feridos

Além de Dolira, uma mulher identificada como Maria do Socorro foi atingida no braço. Ela relatou que havia descido de um ônibus para comprar lanche quando ouviu disparos e foi baleada, sem conseguir ver o autor ou entender a dinâmica exata dos fatos.

O suspeito também foi atingido por disparo de arma de fogo na perna. Ele foi socorrido à UPA Cecap e depois encaminhado ao Hospital Regional, sob escolta policial.

O boletim também trata o filho de Dolira como vítima de tentativa de homicídio, porque ele afirmou que os disparos foram feitos em direção a ele e à mãe.

O que disse o indiciado

O indiciado apresentou duas versões sobre o caso, segundo o registro policial. Em conversa inicial, informou que estava próximo de casa quando sentiu um “choque” na perna e percebeu que havia sido atingido por tiro, sem saber quem teria atirado.

Depois, acompanhado por advogados, retificou a versão e afirmou que o filho de Dolira, um irmão dele e dois filhos teriam efetuado disparos em sua direção.

O suspeito negou ter atirado contra Dolira, o filho dela ou outras pessoas. Também afirmou ser CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) e possuir uma pistola calibre 9 mm, mas disse não saber o paradeiro da arma porque sua casa teria sido saqueada.

Polícia apreende munições

Durante a ocorrência, policiais militares foram até o endereço indicado pelo suspeito para localizar a arma. No local, encontraram duas munições calibre 9 mm em um guarda-roupa e um carregador em um armário na parte externa da casa.

Também foram apreendidos um carregador Taurus calibre 9 mm, 14 munições deflagradas calibre 9 mm, além de cinco celulares, do suspeito e dos investigados.

Os objetos foram lacrados e encaminhados para análise. O indiciado e os investigados foram submetidos a exame residuográfico, que pode indicar presença de resíduos de disparo de arma de fogo.

Outro veículo, um VW Polo preto, também foi apontado pelo CGI (Centro de Gestão Integrada) de Taubaté como envolvido na ocorrência. Ele foi encontrado na rodovia Carlos Pedroso da Silveira, conduzido pelo homem que socorreu o suspeito. Ele não foi reconhecido pelo filho da vítima como um dos atiradores.

Venda de veículo pode ter provocado conflito

Em interrogatório, o indiciado afirmou que antes dos disparos houve um desentendimento em estabelecimento comercial relacionado à venda de veículos. Segundo ele, a discussão teria envolvido o filho da vítima e outro homem, e ele teria sido ameaçado.

A ocorrência envolve muitas pessoas qualificadas, versões divergentes e vítimas em posições diferentes dentro da investigação. Por isso, a apuração deve depender de laudos, perícia, análise de celulares e novos depoimentos.

Mesmo com a prisão em flagrante do suspeito, a Polícia Civil vai esclarecer a participação de outras pessoas. Os outros envolvidos foram qualificados como investigados porque veículos relacionados a eles apareceram nas informações policiais, mas o filho de Dolira afirmou não ter condições de reconhecê-los como participantes dos disparos.

 
FONTE/CRÉDITOS: Jornal (Por Jesse Nascimento | Taubaté)
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