Durante visita a Bauru, nesta sexta-feira (20), o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o governo federal trabalha para avançar na redução da jornada máxima semanal, com o fim da escala 6x1 e a mobilização social para a aprovação.
As declarações foram dadas durante entrevista em que também abordou o combate à informalidade, a ampliação da fiscalização trabalhista, a reindustrialização do país e a geração de empregos. Seu primeiro compromisso na cidade foi no programa Café com Política (JC/JCNET 96FM). Acompanhado do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges; da vereadora Estela Almagro; do presidente do PT Bauru, Luciano Assis; e do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Bauru, Valdemir Caminaga, ele debateu questões trabalhistas com nossos jornalistas. Assista neste link - https://sampi.net.br/bauru/noticias/2962530/cidade-360/2026/02/1172-episodio-do-cidade-360--clique-e-assista-ao-vivo
Marinho defendeu a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas com o fim da escala 6x1, que considera prejudicial, sobretudo às mulheres. “Hoje nós trabalhamos com 44 horas semanais. Era 48 até 1988. Reduziu-se para 44 na Constituição e agora vejo totalmente a possibilidade de reduzir para 40 horas semanais com jornada máxima e, junto com isso, embutir o fim da jornada 6 por 1, a jornada mais cruel, especialmente para as mulheres”, afirmou.
Informalidade e geração de empregos
Marinho reconheceu que a informalidade ainda é um grande desafio. Atualmente, o país soma cerca de 48,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada, além de 12 milhões de servidores públicos e 1,7 milhão de trabalhadoras domésticas formalizadas. Ainda assim, cerca de 39 milhões permanecem na informalidade.
Ele atribui a melhora recente ao crescimento econômico e à política de valorização do salário mínimo. “O mercado vem melhorando. Temos um dos menores índices de desemprego da história, mas sempre há espaço para melhorar, especialmente com qualificação profissional e valorização dos pisos salariais.”
Sobre metas, o ministro afirmou que o governo prioriza o crescimento econômico contínuo. Segundo ele, nos três primeiros anos da atual gestão foram gerados 4,2 milhões de empregos, e a expectativa é superar mais um milhão no quarto ano.
Indústria, construção civil e sindicatos
Marinho destacou ainda o processo de reindustrialização coordenado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, com foco em transição energética, inovação e fortalecimento da indústria da saúde. Citou também o papel do programa Minha Casa, Minha Vida na geração de empregos na construção civil, inclusive com projetos em andamento em Bauru.
“O sindicato pode aprovar até redução salarial em assembleia, mas não pode aprovar uma contribuição para sua manutenção. Isso é um absurdo. Se o sindicato presta um serviço e garante um acordo coletivo, é justo que haja contrapartida”, concluiu.
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