O policial civil Carlos Alberto Freire Neto, 35 anos, foi morto com um tiro na cabeça durante operação no Rio de Janeiro, na tarde de quarta-feira (8). Antes de trabalhar na capital fluminense, ele havia atuado cerca de 10 anos em Cruzeiro, no Vale do Paraíba.
A morte ocorreu após um ataque contra uma viatura descaracterizada da Polícia Civil na Avenida Brasil, na altura de Guadalupe, na zona norte do Rio de Janeiro. Carlos Alberto deixa esposa e dois filhos.
Carlos Alberto foi atingido por um tiro na cabeça. Ele chegou a ser socorrido em estado gravíssimo e encaminhado ao Hospital Estadual Albert Schweitzer, mas não resistiu aos ferimentos.
Uma policial civil que também estava na equipe foi baleada na perna. Ela permanece internada e, de acordo com informações oficiais, apresenta quadro de saúde estável.
Policial foi homenageado
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prestou uma emocionante homenagem a Carlos Alberto. A manifestação repercutiu entre colegas e moradores do Vale do Paraíba, especialmente em Cruzeiro.
Em publicação nas redes sociais, a Polícia Civil destacou a dedicação do agente à missão de proteger a sociedade.
"Seu compromisso, coragem e legado permanecerão vivos na memória de todos que tiveram o privilégio de caminhar ao seu lado e de vestir a mesma camisa. Que sua trajetória seja sempre lembrada com a honra e o respeito que merece", afirmou a corporação.
Trajetória no Vale do Paraíba
Antes de ingressar na Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Carlos Alberto construiu boa parte de sua carreira profissional em Cruzeiro.
Durante aproximadamente uma década, trabalhou na Delegacia Seccional de Polícia da cidade e também integrou a Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), participando de operações de combate ao tráfico de drogas. Colegas destacam que o policial era reconhecido pela dedicação ao trabalho e pelo relacionamento respeitoso com a equipe.
Em 2023, ele foi aprovado no concurso da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Como já residia em Niterói, decidiu seguir a carreira no estado fluminense. Tomou posse em dezembro daquele ano e, desde maio deste ano, estava lotado na DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense), unidade especializada na investigação de crimes contra a vida.
Operação após o ataque
Logo após o atentado, a Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou uma grande operação para localizar os responsáveis pelo ataque.
A ofensiva mobilizou cerca de 30 viaturas, veículos blindados e dois helicópteros. Quatro suspeitos foram presos durante a ação.
Por questões de segurança, escolas e unidades de saúde da região tiveram o funcionamento suspenso temporariamente. O caso segue em investigação.
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