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Varredura em rio não encontra vestígios de irmãos desaparecidos

Ágatha Isabelly, 6, e Allan Michael, 4, desapareceram no dia 4 de janeiro

Varredura em rio não encontra vestígios de irmãos desaparecidos
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As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, 6, e Allan Michael, 4, que desapareceram no dia 4 de janeiro, quando saíram para brincar no interior de Bacabal (MA), chegaram ao 19º dia sem pistas sobre o paradeiro das crianças.

Uma nova etapa de buscas iniciada no domingo (18) incluía a inspeção de um trecho de 19 km do rio Mearim por mergulhadores com o apoio da Marinha e uso de um equipamento sonar, que permite fazer varredura de áreas do rio, para identificar a presença de objetos ou anomalias sob a água, mas nada foi encontrado.

O chefe da Capitania dos Portos do Maranhão, Ademar Augusto Simões Júnior, disse na tarde desta quinta-feira (22) que nada foi encontrado nas varreduras realizadas ao longo do leito do rio, com atenção especial a 11 pontos considerados prioritários.

"Na parte fluvial e subaquática, dentro dessa extensão, com o equipamento empregado, a gente esgota a possibilidade de as crianças ou vestígios estarem neste trecho do rio", disse.

Na noite de quarta-feira (21), a região foi atingida por chuvas fortes, mas não há registro de elevação do nível do rio Mearim ou dos lagos e corpos d'água no local.

As crianças haviam desaparecido junto com o primo delas, Anderson Kauã, 8, que foi localizado por carroceiros no dia 7, em uma área a cerca de 4 km do local do desaparecimento, no território quilombola de São Sebastião dos Pretos, onde as crianças residem.

Ele ficou 13 dias internado e, segundo o prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), perdeu quase 10 kg nos três dias na mata.

Kauã teve alta hospitalar na terça-feira (20) e passou a ajudar nas buscas com autorização judicial, apontando o trajeto que fez com os primos até a cabana.

O menino relatou às autoridades que passou por uma casa abandonada na mata com os primos e que teria deixado os irmãos no local para procurar ajuda. O local fica a cerca de 50 metros do rio Mearim.

A jornalistas nesta quarta, o secretário estadual de segurança pública Maurício Ribeiro Martins criticou a repercussão de notícias falsas ou conjecturas sobre o caso nas redes sociais.

"Se não têm conhecimento de causa, se não estão acompanhando de perto a realidade dos fatos, não façam comentários duvidosos porque vão0 atrapalhar as nossas buscas e as nossas investigações", disse.

"O Kauã tem um desejo, junto a sua família, de voltar ao convívio com a comunidade", disse o prefeito de Bacabal.

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet
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