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Grécia aprova compra de três C-390 da Embraer por R$ 3,5 bilhões

Aeronave multimissão da Embraer

Grécia aprova compra de três C-390 da Embraer por R$ 3,5 bilhões
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O Ministério da Defesa da Grécia submeteu ao Comitê de Defesa do Parlamento oito programas de armamento totalizando 1 bilhão de euros, com o objetivo de fortalecer as Forças Armadas.

O destaque principal é a aquisição de três novos aviões de transporte C-390 Millennium, fabricados pela brasileira Embraer, cujo orçamento previsto é de aproximadamente 597 milhões de euros (R$ 3,55 bilhões na cotação atual), a serem investidos ao longo de seis anos por meio de um contrato interestadual com Portugal.

O custo da compra das três aeronaves corresponde a cerca de 474 milhões de euros, com um valor adicional de 90 milhões destinado ao suporte pós-venda. A entrega da primeira aeronave está prevista para 2027, com a última unidade chegando em 2030.

Com a decisão, a Grécia se torna o 13º país a escolher o cargueiro militar brasileiro, ampliando a presença internacional do modelo e fortalecendo sua posição no mercado de transporte militar tático.

Aproximação entre Embraer e Grécia

De acordo com sites especializados em aviação, a decisão da Grécia ocorre após meses de aproximação entre Atenas e a Embraer. Em maio, o ministro da Defesa da Grécia, Nikos Dendias, havia confirmado o interesse do país na aquisição do C-390 durante visita a Portugal, onde discutiu o tema com autoridades portuguesas.

Portugal é um dos operadores europeus do cargueiro e detém participação industrial relevante no programa por meio da OGMA, empresa controlada pela Embraer em parceria com o Estado português.

Também em maio, a Embraer e a Hellenic Aerospace Industry assinaram um memorando de entendimento para desenvolver capacidades locais de manutenção, reparo e revisão do C-390 na Grécia. O acordo foi concebido para dar suporte à futura frota grega e fortalecer a autonomia operacional e industrial do país no ciclo de vida da aeronave.

A escolha do C-390 pela Grécia reforça a expansão do cargueiro no mercado europeu e entre países da OTAN. Nos últimos anos, a aeronave foi selecionada por forças aéreas que buscam substituir ou complementar frotas mais antigas de transporte militar, especialmente em missões que exigem maior disponibilidade, velocidade, flexibilidade e menores custos operacionais.

* Com informações dos sites Poder Aéreo e Aeroin

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet
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