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Trump diz que Irã pediu cessar-fogo; iranianos não confirmam

Segundo Trump, os EUA só vão considerar a proposta quando o Estreito de Ormuz estiver “aberto, livre e desobstruído”.

Trump diz que Irã pediu cessar-fogo; iranianos não confirmam
Reprodução/ President Donald J. Trump/Facebook
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (1º) que o presidente do Irã solicitou cessar-fogo. A declaração foi publicada na rede Truth Social horas antes de um pronunciamento à nação sobre o conflito.

Segundo Trump, os EUA só vão considerar a proposta quando o Estreito de Ormuz estiver “aberto, livre e desobstruído”. Ele escreveu que, até lá, o país continua intensificando os ataques contra o Irã.

O presidente também declarou que a ação militar americana pode terminar em “duas ou três semanas”, com ou sem acordo formal entre as partes. De acordo com ele, os EUA já atingiram o principal objetivo, que era limitar a capacidade iraniana de obter arma nuclear, e agora estão “finalizando o trabalho”. Trump afirmou ainda que o país vai deixar o Irã em breve, assim que houver garantias de que Teerã não conseguirá desenvolver armamento nuclear.

A Casa Branca informou que Trump fará um “importante anúncio sobre o Irã” às 21h (horário do leste dos EUA). O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que o fim da guerra está próximo e confirmou a existência de conversas em andamento, além da possibilidade de uma reunião direta entre representantes dos dois países.

Do lado iraniano, o presidente Masoud Pezeshkian declarou que há disposição para encerrar o conflito, desde que sejam apresentadas garantias para evitar novos ataques. A fala foi proferida em conversa com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, segundo a mídia estatal iraniana.

Também não está claro se o suposto pedido de cessar-fogo foi feito diretamente a Washington ou por meio de intermediários. Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, Estados Unidos, Israel e Irã divulgam versões divergentes sobre negociações e propostas de trégua.

Mesmo que Pezeshkian tenha formalizado o pedido, a decisão final cabe ao líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, que assumiu o cargo após a morte de seu pai, Ali Khamenei, em um ataque aéreo no início do conflito.

A guerra, que completa um mês, provocou instabilidade econômica e forte oscilação nos preços globais de energia. O impacto está ligado à capacidade iraniana de bloquear o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo.

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet
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