Estudantes de direito da USP (Universidade de São Paulo) realizaram protesto contra o candidato à Presidência Renan Santos (Missão), na noite desta quinta-feira (13), na Faculdade de Direito no largo São Francisco, no centro da capital paulista.
O ato é uma reação ao primeiro ato de campanha do líder do MBL (Movimento Brasil Livre), que convocou apoiadores para se reunirem no largo neste domingo (16).
Nesta quinta, o protesto reuniu lideranças de movimentos sociais como UJS (União da Juventude Socialita), UEE (União Estadual dos Estudantes) e representantes do sindicato dos petroleiros e dos jornalistas.
"A gente não vai deixar que a extrema direita ocupe nosso largo, o espaço dos estudantes", disse Rita Lara, presidente do Centro Acadêmico 11 de Agosto.
A presidente estadual da UNE (União Nacional dos Estudantes), Bianca Borges, disse que causa indignação que "esse largo seja ocupado por quem usa a política para promover o ódio e a violência".
"Quem escolhe as arcadas para defender um projeto autoritário precisa saber onde está pisando", continuou, ao ressaltar a história da Faculdade de Direito em prol da democracia.
Nas redes sociais do candidato, a convocação para domingo foi ilustrada com uma montagem em que uma bandeira gigante com o rosto de Renan é estendido na fachada da faculdade. "A USP já elegeu 13 presidentes, está na hora de eleger o 14 (sic)", diz trecho de outra publicação feita pela equipe do candidato.
Renan ingressou em direito na USP em 2003, onde deu início a sua trajetória na política estudantil no Centro Acadêmico XI de Agosto, mesma entidade que convocou protesto contra sua campanha. O candidato não concluiu o curso.
Na tarde desta quinta, perfis oficiais da UNE (União Nacional dos Estudantes) publicaram fotos de estudantes em frente a uma bandeira com os dizeres "Universidade Território Antifascista" estendida na fachada da faculdade.
"A universidade pública é o espaço da ciência, da democracia e do debate de ideias. Não existe e nunca haverá espaço para o fascismo ou o ódio disfarçados de 'liberdade' dentro dos nossos campus", escreveu a entidade na legenda das fotos.
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