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Trump diz em carta que guerra com Irã pode ser prolongada

Donald Trump encaminhou uma carta para o Congresso americano

Trump diz em carta que guerra com Irã pode ser prolongada
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O presidente Donald Trump encaminhou uma carta para o Congresso americano nesta segunda-feira (2), na qual detalha as operações e as motivações para o ataque ao Irã. No documento, obtido pelo jornal The New York Times e outros veículos locais, o mandatário afirma que os ataques foram necessários para "neutralizar as atividades malignas do Irã".

Ele também afirma no documento que as ações militares têm como objetivo proteger o território americano e que os bombardeios servem para promover "interesses nacionais vitais", incluindo a garantia do livre fluxo de comércio no estreito de Hormuz.

Trump afirma aos congressistas que a guerra não tem data para acabar. O presidente Donald Trump encaminhou uma carta para o Congresso americano nesta segunda-feira (2), na qual detalha as operações e as motivações para o ataque ao Irã. O presidente admitiu, na carta, que não é possível determinar a duração ou extensão total das operações militares. Também reconhece que o país pode ter iniciado uma ação militar prolongada.

No entanto, a informação contrasta com o discurso do secretário de Defesa, Pete Hegseth, que relatou em entrevista a jornalistas que esta não seria mais "uma guerra sem fim" -algo que é criticado pela base de Trump que apoia o slogan Maga (faça a América grande novamente) de Trump.

Durante a campanha eleitoral em 2024, o republicano prometeu que não iniciaria mais guerras e que encerraria os conflitos existentes.

Na carta, ele volta a repetir que entre seus objetivos estão destruir o estoque de mísseis do Irã e o programa nuclear iraniano. Trump não detalha planos para derrubar o governo iraniano. Essa omissão está alinhada com a fala dele e de seus secretários, que têm repetido que o objetivo da guerra é eliminar o risco do Irã de construir um arsenal nuclear e que, agora, é responsabilidade dos iranianos derrubarem o regime.

Nesta semana, representantes do governo têm se reunido com congressistas para detalhar as ações. Nesta terça, foram realizadas reuniões no Senado e na Câmara dos Representantes. A maioria dos republicanos parece favorável e satisfeita com as explicações sobre a guerra, diferente dos democratas.

O senador democrata Cory Booker, por exemplo, disse que não foram respondidas perguntas básicas. Além disso, ele refuta a tese que os ataques eram necessários para eliminar possíveis ameaças do Irã. "Não havia guerras iminentes", afirma. A reunião com os parlamentares teve a participação de Marco Rubio, secretário do Estado dos EUA, e de outros membros do alto escalão do Executivo.

"Eles não têm uma previsão para fim, não tem justificativa para entrarem. Isso vai nos custar centenas de bilhões de dólares. Ele prometeu que não entraria em guerras estrangeiras. Além disso, isso tudo está acontecendo com um presidente que está escanteando a Constituição e não pede ao Congresso nenhuma autorização", disse Booker.

Já Rubio voltou a defender a ação militar e disse que os EUA atacaram o Irã porque, se esperassem, o país poderia se fortalecer e se tornar uma ameaça ainda maior.

"Vocês vão perceber uma mudança no alcance e na intensidade desses ataques à medida que, francamente, as duas forças aéreas mais poderosas do mundo desmantelam esse regime terrorista, o enfraquecem e retiram sua capacidade de ameaçar seus vizinhos ou de se esconder atrás de uma zona de imunidade que lhes permite desenvolver suas ambições nucleares", disse o secretário.

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet (Por Isabel Menon | da Folhapress)
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