O número de atendimentos relacionados à caxumba na região de Piracicaba apresentou crescimento expressivo. Dados da Secretaria Estadual da Saúde apontam aumento de 39% nos registros da doença em 2025 na comparação com o ano anterior, cenário que coincide com a redução da cobertura vacinal em São Paulo.
A regional de saúde de Piracicaba contabilizou 538 procedimentos clínicos ligados à infecção em 2025, contra 387 registrados em 2024. A tendência de alta permanece em 2026. Somente entre janeiro e março deste ano, já foram registrados 103 atendimentos.
Vacinação em queda preocupa
Levantamento do Centro de Vigilância Epidemiológica mostra redução gradual no número de doses aplicadas no estado:
• 2024: 1.075.843 doses aplicadas;
• 2025: 983.288 doses;
• 2026 (até 25 de maio): 305.265 doses.
A queda na imunização preocupa as autoridades sanitárias, já que a vacina é considerada a principal forma de prevenção contra surtos e complicações associadas às doenças.
Crianças e adolescentes concentram maioria dos casos
Os dados indicam que a maior parte dos atendimentos envolve pacientes com até 14 anos de idade. O grupo mais afetado reúne crianças pequenas e adolescentes, faixa etária que depende diretamente da manutenção do calendário vacinal para garantir a proteção coletiva.
Riscos vão além do inchaço das glândulas
Embora seja frequentemente associada apenas ao aumento das glândulas salivares, a caxumba pode provocar complicações importantes. Em alguns casos, a infecção pode atingir órgãos reprodutivos, causando inflamações nos testículos ou nos ovários.
Segundo especialistas, essas complicações podem comprometer a fertilidade futuramente, tornando ainda mais importante a prevenção por meio da vacinação.
Saúde reforça importância da imunização
Diante do aumento dos casos, a recomendação das autoridades é que pais e responsáveis verifiquem a situação vacinal de crianças e adolescentes e mantenham a caderneta em dia.
A atualização das doses previstas pelo Programa Nacional de Imunizações é considerada fundamental para reduzir a circulação do vírus e evitar novos aumentos nos registros da doença na região.
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