As prisões e apreensões em flagrante por violência doméstica e familiar cresceram 28,2% na região de Bauru no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. Neste ano, 787 agressores foram presos, ante 614 nos primeiros seis meses do ano passado, de acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP).
A alta nas prisões de agressores também ocorre em todo o estado. Entre janeiro e junho deste ano, as forças de segurança fizeram 10.924 prisões e apreensões em flagrante por violência doméstica, ante 8.692 no mesmo período de 2025.
Para a secretária de Políticas para a Mulher de São Paulo, Adriana Liporoni, o aumento dos flagrantes é resultado do reforço do policiamento e da estrutura de proteção às mulheres no estado. "O trabalho de prevenção e a resposta rápida aos casos de violência doméstica ajudam a identificar situações de risco e garantir a prisão rápida dos agressores”, afirma.
A rede de atendimento inclui 144 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), 235 Salas DDM 24h integradas e mais de 650 policiais femininas especializadas. A estrutura busca ampliar o acesso à denúncia e melhorar o acolhimento das vítimas.
Entre as medidas adotadas pelo governo estadual está a Cabine Lilás, serviço da Polícia Militar (PM) que direciona ligações sobre violência doméstica feitas ao telefone 190 para policiais femininas.
As agentes orientam as vítimas sobre medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, direitos como o auxílio-aluguel, quando cabível, e o acesso à rede de assistência social.
“Queremos que nenhuma mulher deixe de denunciar por medo, dificuldade ou falta de informação. As forças de segurança estão atuando para desburocratizar o acesso à denúncia, ampliar o acolhimento e garantir proteção ao longo de todo o processo”, disse o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
Outra iniciativa é o aplicativo SP Mulher Segura, que permite registrar boletins de ocorrência pela internet, consultar endereços de unidades policiais e acionar o Botão do Pânico, que comunica simultaneamente a polícia e um contato de emergência previamente cadastrado no caso de mulheres que têm medida protetiva contra agressores.
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