A Escola Estadual Dr. Alfredo Pujol, em Pirajuí, realizou, entre os dias 29 de setembro e 2 de outubro, a 4ª edição de sua Feira Cultural e de Ciências. Com o tema “Conhecimento em Movimento: Ciência, Arte, Cultura e Inovação”, o evento reuniu 25 projetos desenvolvidos pelos estudantes, com orientação dos professores, envolvendo diferentes áreas do conhecimento, experimentos científicos, tecnologia, literatura e apresentações artísticas.
A iniciativa teve como principal objetivo valorizar o aprendizado construído em sala de aula, incentivar a criatividade e proporcionar aos alunos a oportunidade de compartilhar suas descobertas com a comunidade escolar e as famílias.
Em entrevista ao Clube Notícias, da Pirajuí Rádio Clube – 90.1 FM, a vice-diretora da unidade, Susana de Fátima Rosa, destacou a importância da feira para o desenvolvimento educacional e pessoal dos estudantes.
“É um sentimento de pertencimento e valorização do trabalho realizado pelos estudantes. É um importante momento de socialização e consolidação das aprendizagens, permitindo que o aluno apresente e compartilhe o conhecimento construído ao longo do semestre letivo”, explicou.
25 projetos envolveram diferentes áreas do conhecimento
Nesta edição, os trabalhos contemplaram áreas como Linguagens, Ciências Humanas, Química, Física, Ciências Biológicas, Matemática e Tecnologia. A escola também contou com a participação de cursos técnicos de Agronegócio e Administração, oferecidos em parceria com a Etec.
Segundo Susana, os projetos foram organizados de maneira integrada, respeitando as características e propostas de cada atividade.
A programação incluiu maquetes, experimentos, exposições, jogos interativos e apresentações, proporcionando aos visitantes diferentes experiências de aprendizagem.
Investigação criminal, jogos matemáticos e hidroponia foram destaques
Entre as atividades que chamaram a atenção durante a feira esteve o projeto de investigação criminal desenvolvido pelos alunos da 3ª série D do Ensino Médio, sob orientação da professora Lurdinha.
A proposta utilizou conhecimentos de Química para demonstrar, na prática, procedimentos como análise de pH, identificação de impressões digitais e investigação, além de apresentar aplicações dessa ciência em situações do cotidiano e no mercado de trabalho.
Outro espaço bastante movimentado foi o dos jogos matemáticos, que, segundo a vice-diretora, já se tornou uma das atrações tradicionais da feira.
As atividades utilizaram brincadeiras e jogos interativos para estimular o raciocínio lógico, o cálculo, a rapidez de pensamento e a capacidade de reflexão dos estudantes.
“É uma sala que todos os anos, desde a primeira feira, tem um movimento e uma participação muito grandes. O aluno se sente pertencente àquele espaço da matemática, e é incrível de ver, porque eles amam esse espaço”, ressaltou Susana.
A literatura também ganhou espaço, com exposições de cordéis e desenhos produzidos pelos próprios alunos.
Na sala de recursos da Educação Especial, os visitantes puderam conhecer jogos sensoriais e atividades voltadas à inclusão, permitindo a interação e a participação dos estudantes nas propostas desenvolvidas pela escola.
Já na área de Agronegócio, um dos destaques foi a apresentação de um sistema de hidroponia, demonstrando o cultivo de hortaliças por meio da circulação de água com nutrientes e o reaproveitamento desse recurso.
Arte e ciência caminharam juntas
Além das pesquisas e experiências científicas, a programação também valorizou as manifestações artísticas. O sarau, apresentações corporais e outras atividades permitiram que os estudantes expressassem, de maneira criativa, os conhecimentos adquiridos durante o semestre.
Para Susana, a integração entre arte e ciência contribui para tornar os conteúdos escolares mais acessíveis e despertar o interesse dos alunos.
“A integração da arte na Feira Cultural e Científica aconteceu de forma a tornar a ciência mais visual, acessível, emocionante e engajadora. Quando o aluno sai da teoria e vai para a prática, no sentido de expressar esse conhecimento, ele apresenta visualmente os dados, os movimentos e as performances, e se sente acolhido e importante”, destacou.
A vice-diretora também ressaltou que as apresentações representam uma oportunidade para os estudantes desenvolverem a comunicação, a expressão corporal e a confiança para compartilhar aquilo que aprenderam.
Educação além da sala de aula
A quarta edição da Feira Cultural e de Ciências foi encerrada nesta quinta-feira (2), com a apresentação de um sarau no salão nobre da escola, especialmente preparado para os pais e familiares dos estudantes.
A programação começou no dia 29 de setembro, com a abertura oficial e a apresentação do sarau com o tema Brasil. Nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, a exposição dos projetos ficou aberta à visitação pública, nos períodos da manhã, das 7h30 às 11h30, e da tarde, das 13h30 às 17h.
Ao avaliar a realização do evento, Susana deixou uma mensagem sobre o papel da escola na formação dos estudantes e a importância de oferecer oportunidades para que cada um desenvolva suas habilidades.
“A educação vai além da sala de aula. Ela acontece quando os alunos têm a oportunidade de criar, pesquisar, experimentar, compartilhar o conhecimento e mostrar o seu talento. Todo estudante tem potencial para aprender. Quando a escola acredita em seus alunos e oferece oportunidades, o conhecimento ganha vida e a aprendizagem se torna uma experiência que marca a trajetória desses estudantes”, afirmou.
A vice-diretora também agradeceu à direção da escola, representada pela diretora Andrea Porcino, aos professores, funcionários, equipe da secretaria, pais e demais integrantes da comunidade escolar pelo envolvimento na realização da feira.
Para Susana, o evento demonstra como a união entre escola, estudantes, professores e famílias pode contribuir para uma educação que inspira, acolhe e transforma vidas.
“Conhecimento é poder”, concluiu.
FONTE/CRÉDITOS: Jornalismo 90.1 FM (Pirajuí Rádio Clube)
Comentários: