O Governo do Estado de São Paulo informou nesta sexta-feira (31) que, a partir deste sábado (1º), a redução da pressão da água no período noturno pela Sabesp, a chamada GDN (Gestão de Demanda Noturna), será reduzida de 10 para 8 horas em toda a região metropolitana da capital.
A partir de agora, o novo horário com redução da pressão nos canos passa a ser de 22h às 6h.
A diminuição foi possível pela melhora nas condições do sistema Cantareira, resultado de chuvas e afluências acima do previsto no mês de junho e na semana de 20 a 26 de julho, quando foi registrado volume de 31,6 mm de chuva, 177% acima do previsto nos modelos meteorológicos.
A medida foi deliberada pela Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) nesta sexta, seguindo recomendação do Comitê de Integração das Agências para a Segurança Hídrica, composto pela Arsesp e pela SP Águas.
Uma das principais áreas que contribuíram para a melhora do nível do sistema Cantareira foi a bacia do rio Jaguari, no município de Extrema (MG). Na região foi registrada precipitação de 61,2 mm na penúltima semana de julho, equivalente a 144,3% da média climatológica do mês para o sistema.
Em junho, o acumulado de chuvas foi de 103,2 mm, quase o dobro do registrado em maio (53,5 mm), resultando em volume útil observado de 39,9%, superior ao esperado de 37,8%, um ganho de 2,1%.
Segundo o governo estadual, também contribuíram para a melhora nas condições a eficiência do trabalho de gestão hídrica realizado.
A gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) informou que desde o início da GND, em agosto de 2025, já houve a economia de 183 bilhões de litros de água, volume equivalente a uma represa Guarapiranga cheia, suficiente para abastecer 32 milhões de pessoas por 30 dias.
Ela enfatiza que a redução não representa situação confortável e que a população precisa seguir com o consumo consciente de água.
"Estamos cumprindo o previsto na metodologia, buscando sempre o melhor equilíbrio entre a preservação dos reservatórios e a garantia do menor impacto possível para a população. Mas é fundamental que todos compreendam que São Paulo vive uma situação crônica de escassez e que o uso consciente precisa fazer parte da rotina diária em todos os períodos, seja no chuvoso ou no seco", afirma.
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