Candidatos à Presidência que tentam se apresentar como alternativas a Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) reagiram nas redes sociais à divulgação de documentos das investigações sobre o Banco Master e à crise no STF (Supremo Tribunal Federal).
Romeu Zema (Novo) convocou uma manifestação em Brasília para terça-feira (15), data em que o plenário do Supremo deverá analisar o relatório da PF (Polícia Federal) com informações encontradas no celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master, incluindo registros relacionados ao ministro Alexandre de Moraes.
A sessão também deverá decidir sobre a abertura de uma investigação contra o magistrado. O ato convocado por Zema está marcado para as 9h, na alameda dos Estados, uma hora antes do início previsto da sessão.
Na gravação, Girão defendeu a saída de Moraes, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e de Lula.
Neste domingo (13), Zema atacou Alcolumbre, a quem chamou de "paquita do Xandão" e "intocável do Amapá". Disse ainda que pediu o afastamento do senador neste ano, ao lado de Girão.
Em uma transmissão ao vivo também no domingo, o candidato classificou a sessão de terça-feira como "um dos dias mais importantes da história do Brasil". Disse que o julgamento definiria se o país continuaria como uma "república dos intocáveis" e afirmou que a pressão das ruas, da sociedade civil e da imprensa poderia influenciar o desfecho da crise.
Renan Santos (Missão) também reagiu à liberação dos documentos. "Essa quebra de sigilo do inquérito do Banco Master vai deixar muito candidato a presidente sem conseguir dormir hoje. Eu vou dormir tranquilo", escreveu na sexta-feira (11).
Em uma sequência de publicações no sábado (12), Renan disse que a reação ao caso nas redes sociais havia passado da indignação para o escárnio, com piadas sobre festas, mensagens e personagens envolvidos.
Renan disse ter feito um experimento ao publicar, na madrugada de sábado, um vídeo humorístico com um personagem careca atuando como DJ, em referência a Moraes. Segundo o candidato, a gravação alcançou entre 1,2 milhão e 1,3 milhão de visualizações, mais do que conteúdos sérios publicados por ele sobre o caso.
Para Renan, o resultado mostra que parte da população deixou de acreditar no ativismo político e na punição dos envolvidos. Ele classificou a situação como uma história tão complicada que o cidadão já não teria paciência para entender os detalhes ou cobrar responsabilização.
Na sexta, durante sabatina do SBT Brasil, Cury defendeu que o julgamento no Supremo fosse aberto, televisionado e realizado rapidamente, para que os eleitores conhecessem as informações antes da votação. Declarou apoio aos ministros Edson Fachin e André Mendonça e afirmou que eventuais culpados não mereceriam o voto dos eleitores.
Na mesma entrevista, Cury classificou o caso Master como criminoso e afirmou que "o Brasil está sendo governado por um celular" e "por nomes que estão no celular". Também defendeu que as investigações fossem conduzidas "até as últimas consequências" e propôs o fim da vitaliciedade no STF, com mandatos de oito anos para os ministros.
"O que não dá mais é [para] passar pano e empurrar a sujeira para debaixo do tapete", acrescentou. Na mesma publicação, criticou a tentativa da defesa de Flávio Bolsonaro de transferir de Flávio Dino para André Mendonça a investigação sobre o financiamento do filme "Dark Horse". "Mudar de ministro não limpa a sujeira nem apaga a gravidade desse caso", afirmou.
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