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Ciesp critica 'ritmo e retórica eleitoral' da PEC 6x1 no Senado

Rafael Cervone

Ciesp critica 'ritmo e retórica eleitoral' da PEC 6x1 no Senado
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O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) manifesta sua preocupação e discordância da iminente votação no Senado, nesta última semana de trabalhos do Congresso Nacional antes das eleições, da PEC que extingue o regime 6x1. “Corremos sério risco de ver aprovada uma decisão de enorme impacto negativo sobre a economia apenas sob a influência da retórica político-eleitoral e não de uma análise responsável e mais aprofundada de seus efeitos”, pondera Rafael Cervone, presidente da entidade e primeiro vice da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A entidade da indústria, que representa cerca de 8.000 empresários do setor, apoia a PEC apresentada em maio último pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), denominada de “flexível”, porque permite o livre entendimento entre as partes envolvidas quanto aos dias e horários, desde que garantidos os direitos trabalhistas. Uma posição avançada e que se equipara a de muitos países nos quais há modernidade nas relações entre trabalhadores, sejam contratados ou contratantes.

O Ciesp entende que, além de nociva, a proposta de extinção da jornada 6x1 é desnecessária e desrespeitosa à prerrogativa da livre negociação, democrática e avançada, entre as partes. A legislação vigente já possibilita que sindicatos patronais e laborais, assim como empresas e seus recursos humanos, estabeleçam consensualmente a jornada mais adequada para cada tipo de atividade. “A imposição de uma carga horária genérica de 40 horas elevaria muito o custo das folhas de pagamento, gerando inflação, reduzindo a competitividade, diminuindo o poder de consumo das famílias e provocando queda do nível de atividade e desemprego”, alerta Cervone. Cada setor da produção tem distintas peculiaridades, que merecem ser levadas em conta.

"O Brasil não deve transformar uma pauta de campanha eleitoral em decisão econômica de alto risco. Mudança dessa magnitude exige serenidade, diálogo e avaliação de consequências. O Senado tem a responsabilidade de colocar os interesses nacionais acima da disputa eleitoral e não aprovar, por impulso político, medida que pode custar muito caro a empresas e trabalhadores”, ressalta Cervone, finalizando: “O tema exige prudência. O presente e o futuro das relações de trabalho e da competitividade brasileira não podem ser decididos pela urgência das urnas."
FONTE/CRÉDITOS: Jcnet
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