A Justiça de São Paulo avalia pedido da Polícia Civil de São Paulo para exumar o corpo da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento onde morava com o marido, no Brás, região central da capital.
A solicitação tem como objetivo esclarecer dúvidas surgidas no curso da investigação. Até a manhã desta quarta-feira (4), não havia decisão judicial sobre o pedido. O advogado da família, José Miguel Junior Silva, informou que os parentes não se opõem à exumação, apesar do abalo emocional.
Em coletiva, o advogado afirmou que a família questiona a preservação do local onde o corpo foi encontrado, alegando possível contaminação da cena. Ele também declarou que Gisele enfrentava dificuldades no relacionamento e manifestava intenção de se separar, versão que, segundo os familiares, diverge da hipótese inicial de suicídio.
Mensagens anexadas à investigação mostram conversas entre o oficial e um primo da policial. Nos diálogos, o tenente-coronel afirma ter acesso às redes sociais da esposa e demonstra incômodo com a frequência das conversas entre os dois. Em depoimento, ele declarou à polícia que havia pedido o divórcio e que a mulher teria negado, efetuando o disparo enquanto ele estava no banho.
Com informações do Metrópoles.
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