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Golpes digitais crescem durante o período do Imposto de Renda

"Os golpistas utilizam estratégias cada vez mais sofisticadas, inclusive com uso de inteligência artificial, para simular comunicações oficiais e induzir o contribuinte ao erro"

Golpes digitais crescem durante o período do Imposto de Renda
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Com o início do prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2026, cresce também o número de golpes digitais que têm como alvo os contribuintes brasileiros.

A própria Receita Federal tem reforçado alertas sobre o aumento dessas fraudes, destacando que criminosos se aproveitam da expectativa pela restituição e do medo de cair na malha fina para enganar vítimas.

Segundo dados recentes, o cenário é preocupante: as fraudes virtuais no Brasil cresceram 13,6% em um ano, somando cerca de 1,9 milhão de casos e prejuízos estimados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em R$ 10 bilhões.

Para o advogado especialista em direito do consumidor e direito bancário, Thacísio Rios, é fundamental que a população esteja atenta neste período. "Os golpistas utilizam estratégias cada vez mais sofisticadas, inclusive com uso de inteligência artificial, para simular comunicações oficiais e induzir o contribuinte ao erro", alerta.

PÁGINAS FALSAS

Durante o período de envio da declaração do Imposto de Renda (IR) 2026, contribuintes brasileiros passaram a ser alvo de novas investidas de criminosos digitais. Um levantamento da Kaspersky identificou a criação de ao menos 61 páginas fraudulentas somente em março, todas estruturadas para simular serviços relacionados ao IR e capturar dados sensíveis dos usuários.

Essas ações estão ligadas principalmente ao uso de phishing, prática em que golpistas reproduzem ambientes digitais semelhantes aos de órgãos oficiais para induzir o preenchimento de informações pessoais, bancárias e credenciais de acesso.

As páginas falsas costumam incorporar termos associados à rotina fiscal, como "declaração", "regularização" e "IRPF", além de elementos visuais que imitam o ambiente da Receita Federal do Brasil. O objetivo é gerar confiança e levar o contribuinte a inserir dados que serão posteriormente utilizados de forma indevida.

Outra frente identificada envolve o disparo de mensagens eletrônicas que informam supostas inconsistências na declaração. Nessas comunicações, há indicação de valores em aberto e instruções para pagamento imediato, geralmente via Pix ou boleto.

Também há registros de campanhas que prometem benefícios inexistentes, como redução total de encargos, desde que o pagamento seja realizado dentro de prazos curtos.

Direito do Consumidor em casos de fraudes

"O consumidor não está desamparado. O Código de Defesa do Consumidor prevê a responsabilidade das instituições financeiras em situações de falha na prestação de serviço", explica Thacísio Rios.

• Direito à contestação de transações bancárias em casos de fraude
• Possibilidade de reembolso, dependendo da falha de segurança da instituição financeira
• Responsabilização de bancos, quando não adotam mecanismos adequados de proteção
• Registro de ocorrência e comunicação imediata ao banco, o que aumenta as chances de recuperação do valor

Como evitar cair

• Desconfie de urgência e ameaças: mensagens que exigem ação imediata são um dos principais sinais de golpe
• Nunca clique em links desconhecidos enviados por e-mail, SMS ou WhatsApp
• Acesse apenas canais oficiais, como o portal da Receita Federal ou o e-CAC
• Não forneça dados pessoais ou bancários fora de ambientes seguros
• Verifique a origem de boletos antes de qualquer pagamento
• Utilize autenticação em dois fatores em contas digitais

Principais ações

De acordo com o especialista e alertas recentes de órgãos oficiais, os golpes mais comuns são:

Criminosos enviam e-mails ou mensagens informando supostas irregularidades na declaração, com links falsos para "regularização". O objetivo é roubar dados pessoais e acesso ao Gov.br.

2. Sites falsos da Receita Federal

3. Golpe do boleto ou DARF adulterado

O contribuinte é levado a pagar uma guia falsa, acreditando estar quitando pendências com o Fisco.

Mensagens alarmistas indicam cobranças inexistentes ou ameaçam cancelamento do CPF para pressionar pagamentos indevidos.

5. Contato via WhatsApp ou SMS falso

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet
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