Pirajuí Rádio Clube FM

Política

CPI aprova quebra de sigilos de Vorcaro e Sicário

O colegiado ainda aprovou a convocação de dois ex-integrantes do Banco Central.

CPI aprova quebra de sigilos de Vorcaro e Sicário
Reprodução/Rovena Rosa/Agência Brasil
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

A CPI do Crime Organizado aprovou, nesta quarta-feira (11), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. A medida também alcança empresas citadas nas investigações do chamado Caso Master.

Entre as companhias que terão dados analisados estão Varajo Consultoria, Participações Imobiliárias e King Locação de Veículos. Segundo apurações, a Varajo teria sido utilizada para pagamento de propina a Belline Santana.

O colegiado ainda aprovou a convocação de dois ex-integrantes do Banco Central: o ex-diretor de fiscalização Paulo Sérgio Neves de Souza e o ex-servidor Belline Santana. De acordo com a Polícia Federal, ambos mantinham relação direta com Vorcaro e atuavam em espécie de “consultoria informal” em processos internos da autarquia.

Zettel, pastor e empresário, é casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro, e é apontado como pessoa de confiança do controlador do Master. Ele se entregou à Polícia Federal na semana passada após ser alvo de nova fase da Operação Compliance Zero.

Também nesta quarta, a CPI ouviu o empresário João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag Investimentos, por menos de uma hora. Ele afirmou que a empresa adotava governança elevada, com conselho independente e operações transparentes.

A Reag é citada em investigações da Polícia Federal por administrar fundos que teriam sido usados para inflar artificialmente o patrimônio do Banco Master. A gestora foi liquidada pelo Banco Central no início do ano. Mansur confirmou que o banco e seus acionistas integravam a carteira de clientes da empresa.

A Reag também foi alvo da Operação Carbono Oculto, que apura a atuação do crime organizado nos setores financeiro e de combustíveis. Após essa investigação, Mansur deixou a presidência do conselho de administração, e a gestora anunciou posteriormente a venda do controle acionário.

Com informações do Metrópoles

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet
Comentários:

Veja também