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Coração chega de helicóptero e salva moradora de Bauru; VÍDEO

O cooler hospitalar foi recebido pelos familiares com festa, mas também respeito à família da doadora

Coração chega de helicóptero e salva moradora de Bauru; VÍDEO
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Depois de espera, angústia, incertezas e orações, o som das hélices cortando o céu trouxe mais do que um órgão transportado com urgência: ele pousou com uma nova chance de vida para a bauruense Ruth Carlos da Silva Maciel, que, aos 44 anos, sofria de insuficiência cardíaca congênita. Esta mesma doença levou sua mãe e era a preocupação que tirava o sono do esposo Francisco Carlos, do filho Victor Hugo e dos enteados Thiago e Felipe. A cirurgia foi um sucesso e ocorreu na noite desta terça-feira (19).

Esta missão de prolongar a vida de Ruth começou no Hospital Estadual de Bauru, mas foi concluída, no Hospital Nossa Senhora de Barretos, especializado em tratamentos e transplantes cardíacos. Ela estava internada nesta unidade há duas semanas, onde realizou diversos exames e ficou na fila para receber o novo coração por 10 dias, contou o esposo ao JCNET. O hospital de Barretos é particular, mas possui atendimentos gratuitos também. Todo o tratamento de Ruth foi feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo Francisco Carlos, o cooler hospitalar foi recebido pelos familiares com um misto de sentimentos: felicidade pela chegada do órgão, mas também respeito pela perda e pelo luto dos familiares da doadora do coração, natural de Uberaba (MG). Ruth descobriu a doença quando perdeu entes queridos por problemas cardíacos, sendo a última morte a da própria mãe. Ela, então, foi investigar e os médicos constataram o seu quadro clínico, que era delicado e iria se agravar com o passar do tempo, recorda o marido.

Ela trabalhou na Brambilla, onde amigos também comemoraram a sua vitória, assim como os ex-colegas de profissão do seu último emprego, a Ótica Exótica. Hoje, Ruth está aposentada por invalidez. Segundo o esposo, ela está na UTI, onde deve ficar por três dias. Depois, permanecerá internada em Barretos por cerca de 15 a 20 dias, para consolidar a recuperação e só depois receber alta e iniciar a fisioterapia em casa, ao lado da família, no Jardim Cruzeiro do Sul.

TRANSPLANTE RARO

Segundo dados do SUS, o Brasil realiza, em média, entre 420 e 440 transplantes cardíacos por ano. O número exato varia, mas o país mantém essa faixa sólida de procedimentos de alta complexidade, em grande parte custeados pelo próprio sistema público de saúde. Ainda de acordo com o SUS, mais de 85% dos procedimentos de alta complexidade, incluindo os transplantes cardíacos, são feitos gratuitamente.

Ruth, um dia antes do transplante, em BarretosRuth, um dia antes do transplante, em BarretosRuth ao lado do esposo Francisco Carlos, do filho Victor e dos enteados Thiago e FelipeRuth ao lado do esposo Francisco Carlos, do filho Victor e dos enteados Thiago e Felipe

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet (Por Bruno Freitas | da Redação)
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