A onda de calor que atinge áreas do interior do Brasil nesta semana tem trazido temperaturas de até 42°C. Segundo a Climatempo, o fenômeno que teve início no dia 15 dura até 20 de agosto e é o terceiro registrado neste ano.
O calor excepcional alcança áreas de quatro regiões. A situação de onda de calor inclui o norte e oeste do Paraná; Grande São Paulo, Campinas, Sorocaba e regiões central, oeste e norte do estado de São Paulo, além do Triângulo Mineiro; todo Mato Grosso do Sul e Mato Grosso e partes de Goiás; e áreas de Rondônia, Pará e Tocantins.
A Climatempo define como onda de calor a ocorrência de pelo menos cinco dias consecutivos com temperaturas 5°C ou mais acima da média para a época. Já o calor intenso corresponde a temperaturas pelo menos 3°C acima da média e inferiores a 5°C acima dela.
Onde faz mais calor
No Sul, o oeste e o norte do Paraná registram as maiores temperaturas, entre 35°C e 37°C. No oeste de Santa Catarina e no noroeste e oeste do Rio Grande do Sul, as máximas ficam entre 32°C e 34°C entre 15 e 18 de agosto.
A temperatura começa a cair no dia 20 no Sul, em Mato Grosso do Sul, oeste de São Paulo e sul de Mato Grosso, com a entrada de ar frio de origem polar.
Outras áreas das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste enfrentam calor intenso no período.
Capitais podem ter recordes
Cuiabá, Goiânia, Campo Grande, Brasília, Palmas, Porto Velho e Teresina têm possibilidade de registrar novos recordes de temperatura.
Os maiores registros do ano até agora são:
- Cuiabá: 40,2°C em 10 de agosto;
- Goiânia: 36,9°C em 10 de agosto;
- Brasília: 32°C em 10 de agosto;
- Palmas: 39,4°C em 8 e 10 de agosto;
- Porto Velho: 37,3°C em 10 de agosto;
- Teresina: 38,1°C em 13 de agosto.
Umidade pode ficar abaixo de 20%
Além das altas temperaturas, o período é marcado pelo ar seco. Os menores índices de umidade, entre 12% e 20%, são esperados no norte e oeste de São Paulo, oeste de Minas Gerais, Distrito Federal e em todos os estados do Centro-Oeste e no Tocantins.
A alta pressão atmosférica provoca o bloqueio que dificulta a entrada de ar frio no interior do país. O movimento descendente do ar reduz a formação de nuvens, aumenta a quantidade de horas de sol e contribui para o aquecimento e a redução da umidade.
Durante os dias de calor e baixa umidade, a recomendação é evitar exercícios físicos entre 10h e 16h, manter os ambientes refrigerados, aumentar a ingestão de água, optar por refeições leves e usar roupas leves, chapéu ou boné e protetor solar. Crianças e idosos precisam de atenção especial quanto à hidratação.
Comentários: