Os efeitos de um ciclone extratropical formado no litoral do Paraná foram sentidos no estado de São Paulo na noite de quarta-feira (9), provocando tempestades e ventania em várias regiões. A previsão é que este cenário se mantenha pelo menos até domingo (13), com ameaça de tornados em municípios do sul e sudoeste.
Os temporais também provocaram estragos em cidades do Paraná, entre a tarde de quarta e a manhã desta quinta (10). Três pessoas morreram após uma casa ser soterrada por um barranco em Ponta Grossa (a mais de 100 quilômetros de Curitiba) e duas cidades registraram tornados.
Segundo os bombeiros, a lama da encosta atingiu a residência, derrubando a parede de um quarto, por volta das 9h. Um casal de 21 anos e uma criança de 5 morreram no local. Eles estavam na cama do quarto, de acordo com a corporação. Os nomes das vítimas não foram divulgados.
O período de maior atenção será da tarde desta sexta-feira (11) até a manhã de sábado (12), quando as condições atmosféricas estarão mais favoráveis à formação e intensificação de tempestades. Principalmente, nas regiões que fazem divisa com o Paraná, alerta o órgão estadual.
As regiões de Presidente Prudente, Marília, Itapeva, Registro e parte de Sorocaba (todas no interior de São Paulo) concentram o maior potencial para tempestades severas e fenômenos meteorológicos adversos. Nesses locais, existe possibilidade localizada de rajadas muito fortes, granizo de maior intensidade e, pontualmente, tornado em áreas isoladas.
Devido a essa ameaça, a Secretaria da Educação paulista anunciou a suspensão das aulas na rede estadual no período da tarde e da noite de sexta. As aulas também serão suspensas nas Etecs e Fatecs de Presidente Prudente, Marília, Itapeva, Sorocaba e Registro.
As unidades permanecerão abertas apenas com a presença da equipe gestora, para atendimento e orientação às famílias. A pasta disse que as aulas deverão ser repostas até o término do ano letivo, conforme as regras do calendário escolar.
As cidades do norte do estado, região central, capital, região metropolitana, Vale do Paraíba, Campinas e todo o litoral também estão em alerta para chuvas volumosas e rajadas de vento. No litoral, há risco de agitação marítima durante estes próximos dias.
As condições de instabilidade também devem permanecer atuando sobre o estado nos próximos dias.
Ao longo desta quinta-feira, a Defesa Civil emitiu dez alertas por Cell Broadcast para diferentes regiões do estado: Marília, Bauru, Alto Tietê, Rio Claro, Limeira e Paulínia, Mogi Guaçu e Mogi Mirim, Pirassununga, Américo Brasiliense, Cajuru, Mococa, Ilha Solteira e Santa Fé do Sul.
A cidade de Piraju, no Vale do Paranapanema, teve os ventos mais fortes nesta quinta, chegando a 88,6 km/h. Na sequência, vêm Paulínia, com 75,6 km/h; Itirapina, com 70,8 km/h; e Barra Bonita, com 68 km/h.
Quedas de árvores também foram registradas em várias cidades. Não houve vítimas.
A Defesa Civil paranaense registrou ocorrências associadas aos temporais em dez cidades, como alagamentos, enxurradas e corte de energia elétrica. Dois tornados foram observados no estado, segundo o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná).
O primeiro ocorreu por volta das 17h de quarta em uma área pequena de Francisco Alves, no noroeste. O fenômeno teve curta duração.
Duas escolas tiveram estragos nos telhados e dezenas de árvores de eucalipto foram derrubadas.
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