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60 mil imigrantes marroquinos invadem Ceuta, na Espanha, em 24h

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, classificou o episódio como um 'ataque' à integridade territorial do país

60 mil imigrantes marroquinos invadem Ceuta, na Espanha, em 24h
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Cerca de 60 mil migrantes atravessaram a fronteira de Marrocos para Ceuta, território espanhol no norte da África, nas últimas 24 horas, segundo o presidente da cidade, Juan Jesús Vivas. Pelo menos 34 pessoas morreram durante a travessia.

O Ministério do Interior da Espanha apresentou uma estimativa menor e informou que 50 mil pessoas entraram no território desde as primeiras horas de quinta-feira (30). Mais de 25 mil retornaram voluntariamente para Marrocos até as 13h (hora local) de sexta-feira (31), segundo as autoridades.

A chegada em massa ocorreu após uma decisão da Suprema Corte espanhola determinar que migrantes interceptados no mar durante tentativas de alcançar Ceuta ou Melilla não podem ser devolvidos sumariamente a Marrocos.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, classificou o episódio como um "ataque" à integridade territorial do país e afirmou que os migrantes que entraram ilegalmente serão devolvidos a Marrocos. O governo também mobilizou as Forças Armadas para reforçar a segurança em Ceuta e Melilla.

Segundo autoridades locais, cerca de 7 mil dos migrantes que chegaram a Ceuta nas últimas 24 horas são menores de idade. Imagens mostram grandes grupos de pessoas atravessando o mar e chegando às praias e áreas próximas à fronteira.

A situação provocou reações de líderes europeus. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, classificou as imagens como "chocantes" e defendeu medidas relacionadas ao acordo de livre circulação de Schengen. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que as cenas são "inaceitáveis" e pediu o fim imediato da situação.

Ceuta e Melilla são os únicos territórios da União Europeia com fronteiras terrestres com a África. A região registra histórico de tentativas de entrada de migrantes, incluindo uma grande onda em 2021, quando cerca de 8 mil pessoas atravessaram a fronteira.

Com informações da BBC e da Reuters.

 

 

 
FONTE/CRÉDITOS: Jcnet
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