Os pré-candidatos à Presidência Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) fizeram críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal) e ao PT nesta segunda-feira (25), durante participação em evento de empresários, em São Paulo. Sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), no entanto, tiveram posturas diferentes. Zema fez ataques ao senador, enquanto Caiado evitou críticas diretas.
Sem citar Flávio diretamente, Zema afirmou que aproximação com "banqueiro bandido é mau sinal". "Gambá cheira a gambá", resumiu o ex-governador mineiro.
"Alguém que tem um relacionamento tão próximo com um banqueiro bandido, que é o que eu considero, senhor [Daniel] Vorcaro [,dono do Banco Master], o maior bandido do sistema financeiro da história do Brasil e provavelmente um dos maiores do mundo, é muito preocupante", disse Zema.
"Essas últimas pesquisas demonstraram que quem está votando no Flávio, muito provavelmente, vai estar entregando a eleição para o Lula, que manteve o seu posicionamento enquanto ele caiu. Isso se não surgir mais nada daqui por diante. E se em 2022 já foi difícil para a direita, com esse escândalo [de Vorcaro] agora, fica muito mais ainda. Porque em 2022 nós não tivemos nada que se assemelhasse a isso", afirmou.
Já Caiado disse que cabe ao eleitor avaliar a relação de Flávio Bolsonaro com Vorcaro. O pré-candidato pelo PL afirmou, em discurso, que é preciso ter "autoridade moral" para governar o país. Questionado por jornalistas se Flávio preenche o pré-requisito, após a revelação da relação dele com o então banqueiro, o ex-governador de Goiás evitou responder.
"Essa decisão virá do eleitor. Essa decisão, ela não é uma eleição de foro pessoal, é seleção de 120 milhões de brasileiros que vão votar. Eles é que vão decidir o que eles desejam na urna", declarou.
Caiado também evitou responder se Flávio deveria ser substituído por outro candidato na disputa.
"Isso é decisão da ordem partidária. É uma prerrogativa do PL, eu sou de outro partido", disse o pré-candidato. A troca do senador passou a ser discutida entre integrantes do PL após a divulgação dos áudios em que ele aparece cobrando dinheiro a Vorcaro para o filme "Dark Horse", sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Apesar das críticas, Zema não descartou apoiar Flávio no segundo turno. "Aqui no Brasil eu estarei no segundo turno trabalhando contra o PT. Estarei. Como candidato que foi para o segundo turno ou junto com outro candidato."
Zema também criticou Flávio por ter dito que seu irmão Eduardo Bolsonaro (PL) seria ministro em um eventual governo dele. "Gosto é de gente que tem carreira, que tem competência. Se parente resolver esse problema, muita coisa nesse mundo já estaria resolvida", afirmou. Zema ainda responsabilizou a atuação do ex-deputado federal nos Estados Unidos pelo tarifaço do presidente americano Donald Trump contra o Brasil.
Crítticas ao STF e ao PT
Zema e Caiado, por outro lado, se uniram nos ataques ao STF e ao PT. O ex-governador de Goiás defendeu o afastamento temporário de ministros da Corte citados em denúncias, enquanto o ex-governador de Minas disse que vai propor reformas no Supremo se eleito, como idade mínima de 60 anos para ingressar no tribunal.
Zema também afirmou que sua "missão na terra é acabar com o PT".
Já Caiado defendeu que a prioridade nas eleições deve ser derrotar partido e criticou a postura do STF.
"O que se esperava neste momento era que o Supremo realmente tivesse uma decisão interna corporis e que desse o bom exemplo. Pessoas que são atingidas com denúncias sobre a sua trajetória de vida, eles deveriam ser afastados para que respondessem fora do Supremo Tribunal Federal. Aí sim, o Supremo guardaria a sua condição de imparcialidade nos julgamentos de temas relevantes como se precisa. É assim que se procede uma instituição", afirmou.
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