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Copa do Mundo 2026

Uefa detona Fifa por anulação de cartão de Balogun

Florian Balogun, dos Estados Unidos, teve cartão anulado pela Fifa

Uefa detona Fifa por anulação de cartão de Balogun
Reprodução/Fifa
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A Uefa fez duras críticas à Fifa após a entidade máxima do futebol anular o cartão vermelho apresentado pelo árbitro Raphael Claus a Florian Balogun, dos Estados Unidos, na Copa do Mundo. Liberado, ele poderá enfrentar a Bélgica, nesta segunda-feira (6), pelas oitavas de final.

A Uefa afirmou que a Fifa "cruzou uma linha vermelha" com a decisão. A entidade europeia ainda destacou que a regra, neste caso, "não era alvo de interpretação".

"A decisão de ontem de suspender por um período probatório de um ano a implementação da suspensão automática de um jogo após o cartão vermelho dado ao jogador Folarin Balogun ultrapassou uma linha vermelha. O futebol, como qualquer outro esporte, depende de regras, que são a base para uma competição justa, honesta e transparente. Às vezes, as regras são alvo de interpretação. Neste caso, não", disse Uefa, em nota oficial.

A entidade máxima do futebol europeu afirmou que a Fifa terá de ter "tratamento igualitário" em casos parecidos com o de Balogun.

"Quando a certeza das regras não é mais garantida por seus guardiões, a integridade do jogo está em jogo e a credibilidade de uma competição é minada [...] Da mesma forma, essa decisão cria um precedente no torneio em andamento, onde situações semelhantes agora exigirão tratamento igualitário, em detrimento da competição", disse a Uefa.

Caso Balogun

O artilheiro dos Estados Unidos da Copa foi expulso durante a partida contra a Bósnia, pela segunda fase da competição. No lance, ele pisou no tornozelo do zagueiro adversário, e o árbitro brasileiro Raphael Claus foi ao VAR, reviu o momento e mostrou o cartão vermelho direto.

A Fifa anulou o cartão vermelho durante a tarde deste domingo (5). Para isso, a entidade usou o artigo 27 do seu regulamento, que permite a suspensão de medidas disciplinares. A regra pôs Balogun em um período probatório de um ano. Se houver uma infração semelhante, a punição será aplicada.

A decisão foi anunciada após o governo de Donald Trump contatar a Fifa para pedir a revisão da suspensão. A informação foi publicada pelo The New York Times e confirmada pelo UOL. O presidente dos EUA tem relação próxima com Gianni Infantino, presidente da entidade máxima do futebol.

"Obrigado à Fifa por fazer o que é certo e reverter uma grande injustiça!", publicou Trump, na rede Truth Social,

Nota completa da Uefa

"A decisão deste domingo (5) de suspender por um período probatório de um ano a implementação da suspensão automática de um jogo após o cartão vermelho dado ao jogador Folarin Balogun ultrapassou uma linha vermelha.

O futebol, como qualquer outro esporte, depende de regras, que são a base para uma competição justa, honesta e transparente. Às vezes, as regras são alvo de interpretação. Neste caso, não. Uma suspensão automática mínima de uma partida após um cartão vermelho não é uma opção discricionária e não exige a decisão de um órgão competente. É um princípio embutido nas regulamentações, que não pode ser aplicado a exceções, muito menos no meio de um torneio onde vários outros jogadores estiveram na mesma situação e cumpriram suspensão regularmente.

O futebol é o esporte mais amado do mundo porque é um esporte bonito e é confiável porque é jogado em todos os lugares com as mesmas leis. Um torneio nunca é um evento puramente independente e, se o torneio em questão for a Copa do Mundo, ele tem o poder de gerar consequências positivas ou negativas para o jogo como um todo.

Expressamos nossa descrença diante de uma decisão tão sem precedentes, incompreensível e injustificável."

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet
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