Pirajuí Rádio Clube FM

Saúde

Saiba como diferenciar alergias e síndromes respiratórias

Com sintomas semelhantes, alergias e infecções respiratórias exigem atenção para identificação e tratamento adequados

Saiba como diferenciar alergias e síndromes respiratórias
Drazen Zigic / Magnific
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Espirros, tosse, coriza e falta de ar são sintomas comuns em períodos de mudança de temperatura. Apesar de semelhantes, podem ter origens diferentes e exigir cuidados específicos. Por isso, saber identificar esses sinais é essencial para evitar complicações e buscar o atendimento adequado no momento certo.

Com a chegada das frentes frias, aumenta a circulação de vírus, o que também eleva a incidência de problemas respiratórios. Nesse cenário, uma dúvida frequente surge: é apenas uma alergia ou uma síndrome respiratória?

Apesar de apresentarem sinais semelhantes, os dois quadros têm causas distintas que exigem atenção para um diagnóstico certeiro. As alergias respiratórias estão relacionadas a uma condição própria do organismo. Segundo o pneumologista Eduardo Leme, do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV), a alergia não depende de uma época específica do ano, embora possa se manifestar com mais intensidade nesse período.

“A alergia é uma condição que o paciente já possui. Ela está ali independentemente de clima ou estação, mas pode se manifestar de forma mais intensa quando há contato com substâncias que desencadeiam a reação alérgica”, explica.

Essas substâncias, conhecidas como alérgenos, incluem poeira, ácaros, mofo, pólen, pelos de animais, além de cheiros fortes, como perfumes e produtos de limpeza, e até mudanças bruscas de temperatura, que é a situação atual na região de Jundiaí. O especialista explica que as alergias respiratórias podem afetar diferentes partes do sistema respiratório, como as vias aéreas superiores (nariz e garganta), com os sintomas mais comuns sendo espirros, congestão nasal, coriza e coceira. E vias aéreas inferiores (brônquios e pulmões), com sintomas de tosse seca, chiado no peito e falta de ar, especialmente em casos de asma.

Já as síndromes respiratórias não alérgicas são, em sua maioria, causadas por infecções virais ou bacterianas, como gripes e resfriados. Esses quadros tendem a ser mais frequentes durante o outono e o inverno, período em que há maior circulação de vírus. Embora os sintomas possam ser parecidos com os das alergias, alguns sinais ajudam a diferenciar.

“Nos quadros infecciosos, além da tosse e da coriza, é comum a presença de febre, dor no corpo, dor de cabeça e cansaço, sintomas que não são típicos das alergias”, destaca o pneumologista.

Em alguns casos, infecções respiratórias podem se agravar e evoluir para a chamada síndrome respiratória aguda grave (SRAG), com sintomas como dificuldade intensa para respirar e queda na oxigenação do organismo, o que pode exigir internação.

Além do diagnóstico correto, a adoção de hábitos preventivos é essencial para reduzir tanto crises alérgicas quanto síndromes respiratórias. Entre as principais recomendações estão evitar aglomerações, manter ambientes ventilados e higienizar as mãos com frequência. A atenção deve ser redobrada entre idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. A vacinação contra gripe, covid-19 e, em alguns casos, pneumonia, também é uma aliada importante na prevenção de quadros mais graves.

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet (Por Redação | Hospital São Vicente)
Comentários:

Veja também