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Prefeitura de SP estuda teleférico na Brasilândia e VLT no centro

Imagem ilustrativa da estação em projeto de teleférico na Brasilândia veiculada pela Prefeitura em 2025

Prefeitura de SP estuda teleférico na Brasilândia e VLT no centro
Divulgação/Prefeitura de São Paulo
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Um ano após a repercussão da proposta de teleférico para Brasilândia, na zona norte, a Prefeitura de São Paulo contratou a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para a avaliação e estruturação econômico-financeira de uma possível implantação desse novo modo de transporte coletivo.

A análise vai englobar também o chamado "Bonde São Paulo", um projeto de VLT (veículo leve sobre trilhos) elétrico anunciado para o centro e previsto no Plano de Metas da gestão Ricardo Nunes (MDB).

O contrato foi firmado na segunda-feira (9), no valor de R$ 1,9 milhão (do qual R$ 700 mil para o teleférico), com prazo de 14 meses.

O estudo para a implantação do teleférico causou polêmica no ano passado, em parte por críticas anteriores da gestão Nunes ao então candidato Pablo Marçal (na época no PRTB, hoje no União), que defendeu um sistema de teleféricos nas eleições municipais de 2024.

À época, o prefeito respondeu a jornalistas, contudo, que se trata de uma situação "específica", ligada ao relevo da Brasilândia, em que moradores precisam se locomover por vielas e escadões.

Em nota à reportagem, a prefeitura afirmou que o projeto está em "fase preliminar de estudos técnicos". "O objetivo é avaliar possíveis alternativas de mobilidade urbana sustentável para a região, sem que haja, até o momento, decisão administrativa sobre sua implantação", disse.

A nota também aponta que a atual etapa analisa "características como a topografia da região, a demanda potencial de deslocamentos e possíveis formas de integração com o sistema de transporte existente". Além disso, respondeu que os recursos para programas de ampliação e manutenção do sistema cicloviário seguem mantidos, sem alterações.

Ambas as propostas são voltadas ao transporte coletivo de passageiros. A Fipe será responsável por estimar custos de implantação e operação, dimensionar possíveis financiamentos e subsídios necessários e analisar modelagens de contrato, como por meio de concessão pública ou Parceria Público-Privada (PPP). A avaliação inclui, ainda, tarifas, demanda de passageiros, receitas e cronograma.

No estudo técnico preliminar, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte justifica que o projeto do teleférico busca "atender às diretrizes de diversificação dos modais de transporte e promoção da mobilidade sustentável previstas no Plano Diretor (...), especialmente em áreas com topografia acidentada ou de difícil acesso".

A implantação de teleférico também está nos planos da Prefeitura de Salvador, no Planejamento Estratégico da gestão Bruno Reis (União Brasil). O projeto contempla 4,3 quilômetros de extensão, com quatro estações, três anos de obra e 23 mil passageiros por dia.

No fim de fevereiro, o município se reuniu com o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF) para debater um estudo sobre modelos de negócios. O custo estimado é de R$ 520 milhões.

Na última década, contudo, problemas na experiência no Rio de Janeiro trouxeram questionamentos, contudo. O serviço chegou a ser interrompido por anos na Providência e, neste ano, deve voltar no Complexo do Alemão.

Para São Paulo, a prefeitura chegou a estimar um custo de R$ 1 bilhão, para trajeto de 4,5 quilômetros. O caminho ligaria o entorno do CEU (Centro Educacional Unificado) Paz, na parte mais alta, e as proximidades da futura Estação Brasilândia, da linha 6-laranja.

Segundo o Plano de Metas, o VLE do centro deve atender mais de 130 mil pessoas por dia, com duas linhas e cerca de 12 quilômetros de extensão. O objetivo é iniciar as obras ainda na gestão Nunes.

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet (Por Priscila Mengue | da Folhapress)
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