A Polícia Civil investiga o assassinato do advogado Lucas Silva Lopes, encontrado morto na manhã de domingo (2) em uma estrada de terra no Distrito Industrial Luiz Torrani, em Mogi Mirim, no interior de São Paulo.
O corpo tinha sinais de agressão e foi localizado em posição fetal. A identificação da vítima, de 30 anos, ocorreu na segunda-feira (3). Um carro completamente queimado também foi encontrado na mesma região.
Ele havia desaparecido após sair de casa no sábado (1º) à noite. Uma das linhas de investigação da polícia é um crime de ódio. Os investigadores não deram detalhes sobre a apuração.
Ele pesquisava os temas direitos humanos, inclusão e proteção de grupos vulneráveis. Segundo a família, o advogado tinha o objetivo de atuar no Ministério Público.
No mestrado, orientado pelo professor Guilherme Assis de Almeida, a dissertação teve como tema "O direito a estar no mundo: a afirmação dos direitos da pessoa com deficiência no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo frente à convenção sobre os direitos da pessoa com deficiência da ONU".
Em nota, a diretoria da USP lamentou a morte do aluno e se colocou à disposição para ajudar a família no que for possível.
Lopes era membro da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Subseção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Campinas.
"Dr. Lucas uniu vivência e conhecimento técnico em prol de uma advocacia mais inclusiva, deixando contribuições relevantes por onde passou. Sua partida deixa uma lacuna na advocacia e no movimento pela inclusão", diz nota divulgada pela subseção.
O advogado também foi diretor-secretário da Casa da Criança Paralítica, em Campinas, entre 2023 e o início de 2026. Segundo a instituição, ele tinha compromisso e envolvimento profundo com a defesa dos direitos das pessoas com deficiência e no combate ao preconceito.
Ele foi sepultado na terça-feira (4) no Cemitério Parque de Hortolândia.
Comentários: