A Polícia Federal identificou contratos milionários, propostas envolvendo aeronaves, experiências de luxo e despesas de viagem que, segundo a investigação sobre o Banco Master, beneficiaram ou poderiam beneficiar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e familiares.
Um dos principais pontos do relatório é a relação entre empresas ligadas a Daniel Vorcaro e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
Os investigadores também identificaram um segundo contrato, com limite de R$ 50 milhões líquidos em 36 meses. A proposta previa a possibilidade de pagamento por meio de bens ou serviços. Uma das alternativas apresentadas envolvia R$ 40 milhões em cotas de um jatinho e de um helicóptero, além de R$ 10 milhões em despesas relacionadas ao uso das aeronaves.
A PF apontou ainda que o nome “Ministro Alexandre de Moraes” aparece nos metadados de duas versões da minuta do primeiro contrato. Segundo os investigadores, o registro indica que um usuário com esse nome editou os arquivos, mas não permite determinar quem operava fisicamente o computador nem quais alterações foram realizadas.
O relatório também cita uma recepção no Six Senses Botanique, em Campos do Jordão, com almoço, chef particular, passeios a cavalo e equipe de apoio para uma comitiva relacionada a “Alex”. A programação previa nove convidados e quatro seguranças.
Outro episódio citado é a participação de Moraes no I Fórum Jurídico Londres Brasil de Ideias, realizado em abril de 2024. Segundo a PF, as despesas da viagem foram custeadas e o ministro esteve entre as autoridades que receberam transporte em veículos Mercedes-Benz S-Class com motoristas.
Em nota após a divulgação do relatório, o escritório Barci de Moraes afirmou que não assinou o segundo contrato com empresas de Vorcaro e não aceitou os termos da negociação. Também declarou que não recebeu cotas de aeronaves ou outros ativos previstos na proposta.
Comentários: