Senadores da oposição ampliaram as cobranças pelo impeachment de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após novas informações sobre a relação do ministro com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master. Apesar da pressão, parlamentares reconhecem que o processo enfrenta falta de votos e, principalmente, a resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Segundo aliados de Alcolumbre ouvidos reservadamente, as novas revelações não alteraram a posição do senador. Um deles avaliou que a possibilidade de Alcolumbre iniciar um processo de impeachment continua em zero e que qualquer movimentação sobre o tema no Senado deve ocorrer somente depois das eleições.
O senador Carlos Viana (PSD-MG) criticou a postura de Alcolumbre e afirmou que pedidos de impeachment permanecem sem andamento.
"O presidente [Davi Alcolumbre] tem feito acordos e mantido pedidos de impeachment na gaveta. O Senado é a Casa que tem que ter altivez. Não podemos mais deixar de dar respostas", disse.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), anunciou um novo pedido de impeachment e afirmou que a oposição continuará pressionando. Segundo o Partido Novo, existem 53 pedidos de afastamento contra Moraes no Senado.
As novas informações divulgadas pela Polícia Federal mostram mensagens em que Vorcaro perguntou a Moraes se deveria deixar o país dois dias antes de ser preso. O relatório também aponta que Moraes editou o contrato de R$ 131 milhões firmado pelo Banco Master com o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
Com informações da Folha de S.Paulo.
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