O Paraguai venceu a Alemanha nos pênaltis e acabou com o sonho do pentacampeonato dos alemães. A partida, que terminou em 1 a 1, foi disputada na noite desta segunda-feira (19), em Boston, fase dos 32 da Copa do Mundo.
Agora, a seleção aguarda o vencedor da partida entre França e Suécia, que será disputado nesta terça-feira (30), às 18h (de Brasília). O jogo das oitavas será no sábado (4), às 18h.
Os pênaltis terminaram em 4 a 3.
Os gols da Alemanha foram de Joshua Kimmich, Jamal Musiala e Amiri. Os do Paraguai, de Maurício, Gustavo Gómez, Galarza e Balbuena.
Quem abriu o placar foi o Paraguai, aos 41 do primeiro tempo. Matías Galarza levantou na grande área e Julio Enciso, de só 1,73 m, acertou a testa na bola com força para mandá-la para a rede de Manuel Neuer.
Coincidentemente, a Alemanha empatou com um cabeceio, mas com um jogador 20 centímetros mais alto. Aos 8 do segundo tempo, Florian Wirtz mandou certeira para Kai Havertz vencer o goleiro Orlando Gill.
Ambas as equipes entraram com uma estratégia bem definida para a partida. O Paraguai decidiu ficar na defensiva e apostar em contra-ataques, além de rolar a bola no setor defensivo para manter a posse. A Alemanha, por outro lado, esteve sempre indo para frente e pressionando.
O estilo de jogo sofreu uma mudança porque Julian Nagelsmann decidiu ouvir o clamor da torcida e escalou Deniz Undav, que tem três gols na Copa, como titular. O resultado foi um time que não conseguiu fazer com que a bola chegasse no atacante. Ele foi substituído na segunda etapa, dando lugar a Jamal Musiala, enquanto Havertz se tornou o foco do setor ofensivo.
A prorrogação manteve a dinâmica de ataque contra defesa, especialmente na primeira etapa. A Alemanha investiu em jogadores mais altos dentro da grande área -Nick Woltemade se tornou a dupla de ataque de Havertz, além da presença constante de Leon Goretzka e Jonathan Tah. Tah, inclusive, balançou a rede num cabeceio aos 11 do primeiro tempo, mas a arbitragem assinalou falta no início da jogada.
Os paraguaios decidiram se arriscar mais nos 15 minutos finais, como se tivessem guardado fôlego para uma última ameaça ou para pelos não serem ameaçados. Deu relativamente certo, já que aos 13 o goleiro Gill defendeu cabeceio de Brown.
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