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Não dá para ter 1,5 milhão de pessoas na Consolação, diz Tarcísio

Pessoas subiram em cima de banheiros químicos para fugir da superlotação

Não dá para ter 1,5 milhão de pessoas na Consolação, diz Tarcísio
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O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse nesta segunda-feira (9) que "não dá para ter 1,5 milhão de pessoas na [rua] Consolação", em São Paulo.

A declaração, registrada durante entrevista à GloboNews, vem no dia seguinte aos tumultos ocorridos na região da Consolação causados pelo encontro de dois megablocos durante o pré-Carnaval: o Acadêmicos do Baixo Augusta e a estreia do DJ escocês Calvin Harris, patrocinado pela Skol, marca oficial do Carnaval de São Paulo.

O governador também disse ter conversado com o prefeito Ricardo Nunes (MDB) sobre o problema e afirmou que tanto o município como a Polícia Militar "agiram muito rápido na remoção de gradis, interrupção de ruas e liberação das transversais".

Foi o que, segundo Tarcísio, "permitiu o escoamento das pessoas".

Mais cedo, o prefeito de São Paulo havia dito à mesma emissora considerar que o primeiro final de semana de pré-Carnaval na capital paulista foi um sucesso.

"Se considerarmos a quantidade de pessoas e as poucas ocorrências, a conclusão é que foi um sucesso", declarou Nunes.

A alocação dos dois blocos na mesma rua no mesmo dia já havia levantado preocupação.

O prefeito disse naquela ocasião que haveria estrutura suficiente para garantir a ordem e a segurança.

A confusão deste domingo levou a gestão municipal a proibir o acesso de pessoas à região e acionar um plano de contingência. A PM chegou a pedir que as pessoas evitassem a Consolação.

Sobre a superlotação dos blocos e foliões feridos, por sua vez, Nunes afirmou que "nenhum caso foi considerado muito grave".

O bloco patrocinado pela Skol teve dificuldade de andar e ficou parado na Consolação na altura da rua Piauí. Calvin Harris começaria a tocar às 14h, segundo a previsão oficial, mas só deu início à apresentação depois das 15h.

O bloco atrasou a saída da rua da Consolação em mais de uma hora por questões de segurança devido ao excesso de público do bloco da Skol.

"Com 17 anos de história, o maior bloco da cidade e um dos maiores do Brasil foi desrespeitado de forma triste e violenta, mostrando a todos uma prova clara da falta de competência para realizar o que foi proposto e do compromisso da cidade com os blocos que recriaram o Carnaval de São Paulo", disse o bloco.

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet
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