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MT proíbe santuário de elefantes de receber novos animais

A elefanta Kenya, que havia transferida em julho de 2025, morreu há pouco menos de um mês

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A Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema) suspendeu a autorização para o Santuário de Elefantes Brasil receber novos animais. A medida do governo estadual foi tomada após mortes recentes registradas no local.

De 2019 a 2025, quatro paquidermes faleceram menos de um ano após a chegada ao lugar, de acordo com informações divulgadas no site da instituição. O santuário é especializado em receber elefantes que passaram décadas em cativeiro.

A notificação da Sema foi expedida no último dia 23, uma semana após a morte da elefanta Kenya, que havia transferida em julho de 2025. O santuário tem 60 dias para apresentar documentos solicitados pelo órgão estadual, que é responsável por licenciar as atividades.

Em nota, a instituição diz que recebeu a decisão com serenidade e responsabilidade. "Atuamos há mais de uma década sob fiscalização contínua dos órgãos ambientais, sem nunca termos sofrido qualquer sanção ou apontamento relevante."

A secretaria declara que o empreendimento possui licença e autorização vigentes e que a medida de suspensão deve se estender até a análise de informações sobre o cumprimento de protocolos de biossegurança e padrões éticos de manejo.

O santuário afirma que esses procedimentos foram aprovados pela própria Sema e diz prestar os esclarecimentos solicitados. "Confiamos que, uma vez concluída a análise técnica, a medida cautelar será prontamente revista e revogada."

De acordo com o santuário, todas as demais atividades essenciais seguem normalmente, incluindo manejo, alimentação e acompanhamento veterinário dos elefantes atualmente no local.

"Não temos qualquer receio em relação à análise técnica, pois prezamos pela transparência absoluta." A instituição se recusou a mostrar à Folha os laudos das autópsias dos animais que faleceram.

A entidade diz que nota a disseminação de desinformação, "muitas vezes com o claro objetivo de minar a reputação do santuário e do modelo ético que ele representa, historicamente contrário a interesses econômicos ligados à exploração de animais em cativeiro".

"A princípio, não é possível afirmar que esses animais que vieram a óbito sejam (ou não) vítimas recentes de maus-tratos ou de manejo inadequado. Todavia, a quantidade de óbitos ocorridos não passaram despercebidos pela instituição e são objeto de apuração", declarou o órgão federal, em nota, no último dia 19.

Conforme o Ibama, a palavra "santuário" não existe na legislação ambiental brasileira, e o termo é geralmente atrelado a categorias para uso e manejo da fauna silvestre em cativeiro. "Trata-se de um nome fantasia, assim como o nome 'bioparque' que se relaciona a zoológicos."

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet
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