O presidente Lula (PT) tem 41% das intenções de voto no primeiro turno, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) marca 37%, segundo a nova pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (3).
A diferença caiu de 9 para 4 pontos em relação ao levantamento anterior, da semana passada, quando o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tinha 33%, e o petista, 42%.
O levantamento divulgado nesta segunda-feira mostra Ronaldo Caiado (PSD) com 5% das intenções de voto, Renan Santos (Missão) com 4%, e Romeu Zema (Novo) com 3%. Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) fazem 1% cada. Brancos e nulos são 4%, e 3% não souberam dizer ou não responderam.
No cenário do segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente com, respectivamente, 46% e 45% das intenções de voto. O atual presidente registra os mesmos 46% contra Ronaldo Caiado (42%) e Romeu Zema (40%), e atinge 47% na simulação contra Renan Santos (37%).
O petista e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tinham no levantamento anterior, do dia 27 de julho, 47% e 43% - empatavam no limite da margem de erro, com distância de 4 pontos percentuais. Lula e Caiado apareciam empatados com, respectivamente, 45% e 43% na semana passada.
O presidente manteve o percentual registrado contra Zema (46%), enquanto o governador de Minas Gerais tinha 42%. Movimento semelhante ocorreu na simulação entre o petista e o candidato do Missão: Lula permaneceu com 47%, e o candidato do Missão marcava 39%.
O levantamento é divulgado em meio ao isolamento de Flávio Bolsonaro, que chegou ao fim do período de convenções partidárias sem firmar alianças com nenhuma sigla expressiva. Com isso, o senador terá 4min20s de propaganda em cada bloco do programa eleitoral na TV e no rádio, ante 5min32s de Lula.
O PP e o União Brasil já rejeitaram a coligação, liberando seus diretórios estaduais para apoiar o candidato à Presidência que melhor se adaptar à realidade de cada região. O Republicanos, cuja convenção está marcada para esta quarta-feira (4), deve seguir o mesmo caminho.
Outra dificuldade enfrentada foi o conflito público entre o candidato e sua madrasta, Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal. Em junho, a ex-primeira dama afirmou ter sido desrespeitada e maltratada pelo enteado por apoiar a candidatura do senador Eduardo Girão (Novo-CE) ao governo do Ceará. Flávio e Michelle se reconciliaram um mês depois.
Agora, o senador busca reforçar sua identidade como herdeiro político do pai por meio de elementos característicos da estética e do discurso do ex-presidente, como a bandeira do Brasil no cenário das lives nas redes sociais e, durante estas transmissões, a leitura de manchetes para acusar a imprensa de publicar fake news.
A campanha do petista lida com os impactos dos inquéritos da Polícia Federal contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Nesta segunda-feira (3), a PF pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a abertura de uma terceira frente de investigação contra o filho do presidente sob a suspeita de tráfico de influência.
Ainda não há informações sobre o teor do novo pedido. A primeira investigação autorizada pelo STF apura se Lulinha atuou junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete da Presidência para obter aval para a venda de cannabis medicinal. A segunda tenta esclarecer se o filho do presidente agiu junto à Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência) para beneficiar um empresário.
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