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Jovem perde movimentos em acidente em montanha-russa

O Ministério Público de São Paulo abriu investigação sobre o caso e solicitou uma perícia na atração.

Jovem perde movimentos em acidente em montanha-russa
Reprodução/blog.hopihari.com.br
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Uma jovem perdeu parte dos movimentos do corpo após passar mal durante sua segunda viagem na montanha-russa Montezum, do Hopi Hari, em Vinhedo (SP). O Ministério Público de São Paulo abriu investigação sobre o caso e solicitou perícia na atração.

Júlia e o companheiro, João Pedro, viajaram de Londrina (PR) para Vinhedo em abril. Ela passou duas vezes pela Montezum no mesmo dia. Na segunda, voltou à plataforma desacordada e convulsionando. A jovem foi levada à Santa Casa de Vinhedo e encaminhada à UTI.

Exames apontaram hemorragia intracraniana e edema cerebral. Júlia passou por craniectomia descompressiva e ficou 57 dias internada. Segundo laudo médico, o traumatismo cranioencefálico foi provocado por um mecanismo de contragolpe durante o passeio. A família afirma que ela perdeu os movimentos do lado esquerdo e enfrenta dificuldades de fala e memória. Cinco meses após o acidente, Júlia passou por sete cirurgias e continua em reabilitação.

O caso não é o primeiro envolvendo a Montezum. Em 2018, Nathalia Assenjo Motta sofreu lesão cervical após o passeio e precisou colocar 12 pinos e duas hastes na região. Ela recuperou os movimentos três dias depois, mas ficou com mobilidade reduzida no pescoço. O parque pagou indenização por danos materiais.

Em 2014, Márcio também sofreu lesões após andar na atração e ficou tetraplégico. Ele morreu em 2023 por complicações de infecção urinária. Segundo seu advogado, um laudo apontou que o problema neurológico resultou do movimento de chicote.

Também foram encontrados 40 relatos de pessoas que afirmam ter sofrido lesões na Montezum nos últimos dois anos, incluindo dores no pescoço, problemas nos joelhos e fraturas de costelas.

Outro lado

O Hopi Hari afirma que a atração tem certificação internacional da TÜV Nord, passa por inspeções anuais e segue normas nacionais de segurança. O parque também informa que há placas, avisos sonoros e orientações antes do embarque, com restrições para pessoas com problemas na coluna, gestantes e portadores de determinadas condições clínicas.

Segundo o parque, mais de 470 mil pessoas passaram pela Montezum desde janeiro de 2026, e que o Ministério Público emitiu, em agosto, parecer apontando ausência de risco coletivo, defeito no projeto ou negligência na atração.

Sobre o caso de Júlia, o Hopi Hari diz que prestou atendimento imediato, acompanhou a internação e custeou despesas, além de disponibilizar seguro à família. A direção também afirma que a jovem utilizou a Montezum duas vezes no mesmo dia.

Com informações do Fantástico.

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet
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