Uma mulher de 26 anos morreu na segunda-feira (5) após três dias internada devido aos ferimentos que sofreu ao cair de um ônibus municipal em movimento na cidade de São Sebastião, no litoral paulista. O acidente ocorreu em 2 de janeiro, na avenida Manoel Hipólito do Rego, no bairro Cigarras.
A vítima foi identificada como Renata Yassu Nakama, 26. Ela deixa dois filhos.
De acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública estadual), a janela do coletivo teria cedido, fazendo com que a passageira caísse do ônibus.
A prefeitura lamentou a morte, se solidarizou com a família e disse que notificou a empresa que presta o serviço.
"A empresa Sancetur -Santa Cecília Turismo Ltda (SOU) já foi formalmente notificada pela Administração Municipal e deverá apresentar, dentro do prazo estabelecido, esclarecimentos detalhados e documentação referente à ocorrência, incluindo registros operacionais, procedimentos adotados após o acidente e medidas preventivas existentes", afirmou em nota.
Sergio Yassu Nakama, pai de Renata, afirmou à TV Vanguarda, afiliada da Globo na cidade, que a filha tinha reclamado da lotação no ônibus.
"Minha filha, no momento em que subiu no ônibus, mandou um áudio para a minha esposa: 'mãe, pensa em um ônibus superlotado'. Então acredito que houve excesso. Independente disso, o vidro de um ônibus nunca pode cair e pôr os passageiros em risco", disse.
A Câmara Municipal de São Sebastião enviou ofício à empresa cobrando esclarecimentos técnicos e providências acerca do acidente. Os vereadores também fizeram uma visita à garagem da concessionária para verificar as condições da frota.
A empresa também afirmou que acionou a Caio Induscar, responsável pela fabricação do ônibus.
"A empresa [SOU] emitiu um relatório confirmando que o veículo possui certificado do Inmetro e segue todas as normas e resoluções brasileiras em vigor, inclusive do Contran. A fabricante avaliou as imagens internas do ônibus e declarou que: a passageira, durante o percurso forçou a entrada em um local não permitido, ficando em pé em uma região de caixa de rodas (não acessível aos passageiros), região essa mais elevada que o piso do veículo, o que provocou que seu corpo forçasse a janela com o seu peso total e, com a força excessiva, provocou a queda da janela", diz a nota.
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