A Polícia Civil, por meio da 3.ª Delegacia de Homicídios (3.ª DH) da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), prendeu, nesta terça-feira (24), um dos suspeitos de envolvimento em homicídio ocorrido na última sexta-feira (20), no Parque Jaraguá, em Bauru. Na ocasião, um homem de 26 anos foi executado a tiros na porta de casa. A motivação, segundo a polícia, seria vingança em relação a um crime ocorrido em 2023. O segundo suspeito, que cumpre pena no regime semiaberto e estava de saída temporária, é irmão do primeiro, e também teve a prisão decretada.
Conforme divulgado pelo JCNET/Sampi, no dia do homicídio, a Polícia Militar (PM) foi acionada à tarde para atender ocorrência na rua Luciene Avallone. No endereço, a equipe se deparou com João Vitor Aparecido de Maria Reci caído na via pública, com perfurações causadas por disparos de pistola 9 milímetros na cabeça, braço e abdômen. O óbito foi constatado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no local.
Após investigações e análise de imagens de câmeras de segurança, equipes da 3.ª DH apuraram que o autor dos disparos havia desembarcado de um GM Celta de cor preta e fugido de ré, em alta velocidade. A polícia descobriu ainda que a morte da vítima se tratava de uma vingança em razão de uma tentativa de homicídio ocorrida em novembro de 2023, que teve um familiar dela como autor e um dos irmãos como vítima.
"Identificamos que o veículo GM Celta de cor preta estava registrado em nome de uma irmã dos criminosos e que, após o crime, ficou escondido na residência de uma prima, no Parque Giansante. Na tarde de hoje, após a expedição dos mandados de prisão e de busca e apreensão, a equipe da Delegacia de Homicídios dirigiu-se até a residência dos autores, no Parque Jaraguá, onde M.F.C.J. foi preso", complementou.
Na sequência, o carro envolvido no crime foi localizado e periciado. De acordo com a Polícia Civil, o jovem estava preso e obteve a liberdade provisória no último dia 12 de março, nove dias antes do homicídio. "O autor disse que se manifestaria apenas em Juízo, recusando-se a ser submetido a exame residuográfico, mas, informalmente, admitiu a prática do crime, dizendo que 'na vida do crime, a tentativa que sofreu teria que ser vingada'", declara.
Já o irmão dele, W.M.C., de 28 anos, obteve o benefício da saída temporária no dia 17 de março, quatro dias antes do assassinato. "Apuramos que o mesmo retornou na data de ontem (23) ao CPP2 de Bauru, onde o mandado foi enviado para ser cumprido por aquela unidade prisional", revela a Polícia Civil. As diligências contaram com o apoio de equipes do Grupo de Operações Especiais (GOE) e da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

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