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Irã avalia usar golfinhos com minas contra navios dos EUA

O país considera a medida durante o bloqueio militar norte-americano na região.

Irã avalia usar golfinhos com minas contra navios dos EUA
Reprodução/ Rudney Uezu/Unsplash
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Autoridades iranianas discutem o uso de golfinhos equipados com minas como possível estratégia para atacar navios de guerra dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, segundo informações divulgadas pelo jornal The Wall Street Journal.

O país considera a medida durante o bloqueio militar norte-americano na região, que tem afetado as exportações de petróleo do Irã e agravado a crise econômica no país. Parte de integrantes mais radicais do governo iraniano considera o bloqueio forma de guerra e defende a retomada de ações militares.

Além do uso de animais treinados, o país também analisa outras alternativas, como o envio de submarinos ao estreito. Integrantes da Guarda Revolucionária já mencionaram a possibilidade de atingir cabos de comunicação submarinos, o que pode impactar redes globais de internet.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, e qualquer escalada no local pode afetar o mercado internacional e elevar tensões no Oriente Médio.

Operações com animais

Golfinhos usados em operações militares já existem, como em programas navais de países como os EUA e a antiga URSS, mas normalmente são treinados para detectar minas ou intrusos, não para ataques suicidas.

Ao transportar ou acionar minas, o animal ficaria muito próximo de uma explosão ou de um alvo militar. Isso envolve impacto direto da detonação (fatal na maioria dos casos), ondas de choque na água, que são extremamente destrutivas para mamíferos marinhos, estilhaços e pressão que afetam órgãos internos.

Mesmo sem explosão imediata, o risco de morte ou ferimentos graves é elevado.

Além disso, há forte condenação internacional ao uso de animais em ações desse tipo, justamente pelo sofrimento e pela impossibilidade de proteção deles nessas situações.

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet
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