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Homem é preso após atacar mulheres muçulmanas em shopping

Vídeo mostra momento em que homem ataca mulheres muçulmanas

Homem é preso após atacar mulheres muçulmanas em shopping
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Um homem foi preso após agredir duas mulheres muçulmanas em um shopping de Foz do Iguaçu, no Paraná.

Ele tentou retirar o hijab da cabeça delas. Ele também teria agredido e insultado as duas mulheres em razão da religião delas e das roupas que usavam.

Segundo a Polícia Civil do Paraná, as vítimas foram agredidas com socos após se recusarem a retirar o hijab. O homem de 30 anos foi contido por clientes do shopping que estavam no local. O crime ocorreu na tarde de ontem.

O homem foi encaminhado para a delegacia e autuado pelos crimes de lesão corporal e racismo. Ainda de acordo com a polícia, o homem possui histórico de ações discriminatórias e de racismo religioso, já tendo sido registradas invasões a cerimônias.

A identidade do suspeito não foi divulgada. A reportagem, portanto, não teve acesso à defesa.

Em nota, o Cataratas JL Shopping, onde ocorreu o crime, afirmou que o protocolo para estes casos foi cumprido. Segundo a empresa, o procedimento é é conter a pessoa envolvida e acionar a polícia local. Ainda em nota, o shopping disse que repudia veementemente qualquer tipo de agressão física ou verbal contra as mulheres, qualquer ato de intolerância religiosa, étnica e de gênero.

O hijab é um tipo de véu. Ele cobre a cabeça e o pescoço, deixando o rosto livre e faz parte da tradição religiosa muçulmana.

A intolerância religiosa envolve o preconceito que gera discriminação, profanação, ofensas e agressões contra outras pessoas, por conta de suas crenças.

Sendo um país laico do ponto de vista jurídico, o Brasil respeita o que diz a Declaração Universal dos Direitos Humanos estabelecidos pela ONU e possui em sua Constituição Federal de 1988 o artigo 5º, que assegura a igualdade religiosa e laicidade do Estado Brasileiro.

No Brasil, os casos de atitudes ofensivas contra as pessoas por causa das suas crenças, rituais e práticas religiosas podem ser registrados pelo Disque 100. O serviço gratuito funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive feriados.

Para denunciar as ocorrências de intolerância religiosa, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania ainda disponibiliza outros canais: WhatsApp, no número (61) 99611-0100; no Telegram (digitar "direitoshumanosbrasil" na busca do aplicativo); no site do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania para videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet
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