Alunos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Bauru aprovaram, em assembleia geral realizada nesta terça-feira (12), a entrada em greve de diversos cursos do câmpus. O movimento acompanha a mobilização em outras estaduais paulistas, como USP e Unicamp, e reivindica mais investimentos em permanência estudantil, contratação de docentes e redução da sobrecarga de servidores.
A greve começou a ser debatida no câmpus em 5 de maio e, desde então, as reuniões mobilizaram mais de 600 estudantes. Até o fechamento desta reportagem, a paralisação foi oficializada por alunos da Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design (FAAC) e da Faculdade de Ciências (FC). Na Faculdade de Engenharia (FEB), as aulas seguem normalmente.
Até o momento, aderiram ao movimento os cursos de Arquitetura e Urbanismo, Artes Visuais, Ciência da Computação, Ciências Biológicas, Design, Física, Jornalismo, Matemática, Meteorologia, Pedagogia, Psicologia, Química, Rádio, TV e Internet, Relações Públicas, Sistemas de Informação e Educação Física.
Os estudantes reivindicam ampliação das moradias universitárias, melhorias na alimentação oferecida no campus e mais investimentos em políticas de permanência estudantil. Segundo o movimento, estudantes contemplados por auxílios enfrentam atrasos nos pagamentos há alguns meses. Os manifestantes também criticam a falta de professores e a sobrecarga de trabalho entre servidores técnico-administrativos.
Nesta quinta-feira (14), os servidores da universidade realizam uma paralisação de atividades em apoio à greve estudantil. Paralelamente, haverá uma assembleia docente para deliberar sobre a adesão da categoria ao movimento.
Posicionamento da Reitoria
Em nota, a reitoria da Universidade Estadual Paulista informou que o orçamento destinado às ações de permanência estudantil em 2025 é de R$ 110,7 milhões. Segundo a universidade, 7.746 alunos de graduação recebem atualmente algum tipo de auxílio, o equivalente a mais de 20% dos matriculados.
A universidade afirmou ainda que 17 unidades já contam com restaurante universitário e que uma nova estrutura deve ser inaugurada em 2026.
Estudantes reunidos nesta terça-feira (12), no Guilhermão, durante a Assembleia Geral (Fotos:João Pedro Coelho/O Campus de Bauru/Divulgação)
Atos ocorrem desde o dia 5 de maio, com reuniões, manifestações e assembleias (Fotos:João Pedro Coelho/O Campus de Bauru/Divulgação)
Greve estudantil já atinge maioria dos cursos da Unesp em Bauru (Foto: Mateus Ferreira)
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