O Governo do Estado de São Paulo vai ampliar a rede de Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) em 31 municípios paulistas. A iniciativa, conduzida pela Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS), prevê investimento de R$ 14,5 milhões e tem como objetivo fortalecer a Proteção Social Básica, ampliar a presença territorial do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e reduzir o déficit de cobertura existente no estado.
Atualmente, São Paulo conta com 1.234 unidades de CRAS distribuídas em todos os municípios. Mesmo com essa estrutura, 169 cidades ainda apresentam necessidade de ampliação da cobertura, de acordo com critérios territoriais, populacionais e de vulnerabilidade social. Com a implantação das novas unidades, o governo estadual busca avançar no enfrentamento desse déficit e ampliar o acesso da população aos serviços socioassistenciais.
A expansão deve beneficiar cerca de 135 mil novas famílias, que passarão a ter acesso aos serviços ofertados nos CRAS. Entre eles estão o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), o atendimento em domicílio, o cadastramento e acompanhamento de famílias em situação de desproteção social, além da articulação com programas, serviços e benefícios da política de assistência social.
A diretora de Assistência Social da SEDS, Tatiane Magalhães, avalia que a ampliação da rede fortalece a capacidade de resposta do Estado às demandas sociais. De acordo com ela, os CRAS possibilitam o acompanhamento contínuo das famílias e uma atuação integrada com a rede local, contribuindo para a ampliação do acesso à Proteção Social Básica.
A expansão será realizada nos municípios de Penápolis, Valparaíso, Dracena, Araraquara, Ibaté, São Carlos, Barretos, Bauru, Dois Córregos, Botucatu, Hortolândia, Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Mogi das Cruzes, Itapecerica da Serra, Apiaí, Capão Bonito, Capivari, Conchal, Registro, Pirassununga, São Pedro, Cajuru, Jardinópolis, Pontal, Iperó, Caraguatatuba, Pindamonhangaba, Taubaté e Miracatu.
Os CRAS atuam de forma descentralizada e territorializada e exercem papel estratégico na prevenção de situações de vulnerabilidade social, promovendo o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, a escuta qualificada e o acompanhamento sistemático das famílias.
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