Declarações recentes e episódios considerados erráticos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltaram a provocar questionamentos públicos, sobre sua saúde mental, inclusive entre antigos aliados e integrantes do Partido Republicano.
Nos últimos dias, Trump afirmou que “uma civilização inteira vai morrer esta noite” ao ameaçar eliminar o Irã do mapa e fez críticas ao papa, a quem chamou de “fraco no combate ao crime e péssimo em política externa”. As falas intensificaram discussões que acompanham o presidente desde sua primeira campanha à Casa Branca.
Parlamentares democratas defenderam a aplicação da 25ª Emenda da Constituição, que prevê a substituição do presidente em caso de incapacidade. O debate também aparece entre ex-aliados. A ex-deputada republicana Marjorie Taylor Greene afirmou à CNN que a ameaça contra o Irã representa “insanidade”. A comentarista Candace Owens chamou Trump de “lunático genocida”, e o radialista Alex Jones disse que o presidente “balbucia”.
Ex-integrantes do governo também se manifestaram. Ty Cobb, advogado da Casa Branca no primeiro mandato, afirmou que Trump está “claramente insano”. Stephanie Grisham, ex-secretária de imprensa, escreveu que ele “não está bem”.
Trump respondeu em publicação nas redes sociais, chamando críticos de “pessoas de baixo QI” e “problemáticos”, além de classificá-los como “malucos”.
Pesquisas recentes indicam aumento da preocupação pública. Levantamento Reuters/Ipsos de fevereiro apontou que 61% dos americanos consideram que Trump se tornou mais errático com a idade, enquanto 45% o avaliam como mentalmente apto para lidar com desafios. Pesquisa YouGov de setembro mostrou que 49% o consideram velho demais para exercer o cargo.
Com informações do The New York Times.
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