A Polícia Civil de São Paulo prendeu em flagrante o esteticista Pedro Henrique Correia Silva, 21, sob suspeita de homicídio culposo. Ele é apontado como o responsável por um acidente com outros dois veículos na avenida do Estado, em São Paulo, no final da madrugada de segunda-feira (25).
Um dos motoristas envolvidos no acidente teve o carro atingido, caiu no rio Tamanduateí, e morreu.
Pedro Henrique dirigia um Fiat Fastback em alta velocidade, de acordo com o boletim de ocorrência, fez uma conversão indevida, bateu em um VW Gol, rodou na pista e acertou um Chevrolet Corsa, que era dirigido pelo autônomo João Soares da Silva Alexandre de Souza, 59.
O Corpo de Bombeiros trabalhou no resgate e, depois de 4 horas de operação, conseguiu içar o carro e encontraram João morto. Ele estava voltando do trabalho.
Testemunhas disseram, segundo o registro policial, que Pedro Henrique estava "meio tonto", com odor etílico e andar cambaleante.
Ele teria chamado um veículo por aplicativo, disse que iria embora e que o seguro buscaria seu carro. Porém, ele foi impedido de deixar o local pelas pessoas que presenciaram o acidente.
Pedro Henrique se recusou a fazer o teste do bafômetro.
Ele foi levado para o 8° Distrito Policial (Brás) e, na presença do advogado, disse que é neurodivergente e que há dois meses foi diagnosticado com bipolaridade e esquizofrenia. O esteticista afirmou que toma dois remédios para tratamento psiquiátrico, de manhã e à noite.
Pedro afirmou que 15 dias antes do acidente passou por um surto e ficou internado por 15 dias em um hospital psiquiátrico.
Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, ele admitiu que a família o havia proibido de dirigir, mas ele disse que acordou e resolveu passear por São Paulo.
"Ele deveria estar interditado. A questão dele é de interdição imediata. Muita coisa poderia ter sido feita para evitar essa tragédia, inclusive a interdição", disse Lima.
O advogado afirmou que o pai e o irmão de Pedro já tinham recolhido a chave do carro de Pedro, mas ele teria feito uma cópia.
Ele passou por audiência de custódia na tarde desta terça-feira (26) e teve a prisão convertida em preventiva (sem prazo).
A defesa afirmou que ele lamenta e chorou muito ao saber da morte de João.
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