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Estado pagará indenização à família de Sabino, PM morto em Bauru

Cabo Mário Sabino Júnior foi morto a tiros em 25 de outubro de 2019, enquanto estava em serviço

Estado pagará indenização à família de Sabino, PM morto em Bauru
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A ação na esfera cível foi ajuizada pelo escritório JV Advocacia Militar, representado pela CEO e advogada Joice Vanessa dos Santos. Nela, a viúva do cabo da PM, Solange Teodoro Moreira Sabino, pleiteava em nome dela e dos filhos a indenização no valor de R$ 200 mil pelo fato da morte do marido ter ocorrido em serviço.

Em primeira instância, o Juizado Especial da Fazenda Pública da Comarca de Bauru julgou procedente a ação. De acordo com a advogada, restou incontroverso nos autos que o militar faleceu vítima de homicídio perpetrado por outro policial militar, enquanto se encontrava regularmente escalado e em serviço.

"O Estado sustentou que o crime teria motivação de ordem pessoal/passional e, por isso, não ensejaria a indenização estatal", diz, em nota. "A magistrada rejeitou o argumento, explicando que o artigo 2º, inciso I, da Lei Estadual nº 14.984/2013 exige apenas o requisito objetivo de a morte ocorrer em serviço, não sendo cabível ao intérprete criar restrições não previstas no texto legal".

Além disso, de acordo com Santos, a decisão, assinada pela juíza Fernanda Lopes dos Santos, ressaltou que a apuração militar apenas consignou a extinção da punibilidade em razão do óbito do policial, não havendo decisão administrativa definitiva de ilícito apta a excluir o benefício. O valor da indenização será corrigido monetariamente desde 10 de janeiro de 2020 (data de encerramento do inquérito policial militar).

"A justiça foi feita ao reconhecer rigorosamente o texto legal e garantir o amparo à família do cabo Mário Sabino. A legislação paulista é clara ao prever a proteção indenizatória ao servidor que vem a óbito no exercício do serviço público militar, sendo descabida qualquer tentativa de mitigar esse direito com base em interpretações restritivas extralegais", declarou a advogada.

Relembre o caso

Conforme o JCNET publicou, o crime que vitimou Sabino ocorreu em uma rua sem saída, paralela à avenida Antenor de Almeida, na região do Jardim Niceia, na noite de 25 de outubro de 2019. Na ocasião, o sargento Luciano Agnaldo Rodrigues estaria em seu intervalo funcional e o cabo Sabino voltava de viagem à serviço da corporação e ainda não tinha encerrado formalmente seu expediente quando se encontrou com Águida Heloísa Barbosa Rodrigues, esposa do primeiro, no local dos fatos. A cabo estava de folga.

Segundo o registro policial, os corpos dos dois homens foram encontrados caídos a aproximadamente 15 metros de distância um do outro. O judoca olímpico foi atingido por três tiros, um de raspão na têmpora direita, um no ombro e outro na nuca. Já o sargento Agnaldo sofreu cinco lesões, sendo uma na cabeça, uma no tórax, outra próxima à virilha direita e as últimas na coxa direita.

Apreendidas no local, as duas armas - o revólver calibre 38 do sargento e a pistola ponto 40 de Sabino - foram disparadas. Águida disse à polícia ter acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e informado a PM sobre o ocorrido ao avistar uma viatura em patrulhamento. O laudo residuográfico que poderia apontar possíveis vestígios de chumbo nas mãos dela deu negativo.

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet (Por Lilian Grasiela | da Redação)
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